A segunda fase da Operação Agrum Tatum, deflagrada nesta terça-feira (19.11) pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande, cumpriu seis mandados judiciais, entre prisões e buscas, contra integrantes de uma associação criminosa que praticava roubos na zona rural dos municípios de Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento.
A ação foi deflagrada depois da identificação de outros envolvidos no esquema criminoso, que aterrorizou moradores na zona rural dos dois municípios. Na primeira etapa, em abril deste ano, a delegacia especializada prendeu os envolvidos nos roubos.
Nesta terça-feira, às ordens de busca e apreensão e prisão preventiva foram cumpridas nas residências dos alvos identificados. Um dos investigados está detido na Penitenciária Central do Estado (PCE) onde os investigadores, durante o cumprimento de busca e apreensão, localizaram dois aparelhos celulares e porções de drogas dentro da cela.
Durante as buscas da 2ª fase da Operação Agrum Tatum, foram ainda apreendidas uma arma de fogo e munições, supostamente utilizadas nas ações criminosas, um documento falso utilizado por um dos alvos para se esconder da polícia e uma tornozeleira eletrônica.
Esse alvo estava com mandado de prisão definitiva em aberto, por condenação anterior, já transitada em julgado (sem possibilidade de recurso). Com ele, também foram encontrados apetrechos utilizados nos crimes patrimoniais. Diante dos materiais localizados, o investigado foi autuado em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo, munições de uso permitido e uso de documento falso.
De acordo com o delegado Sérgio Almeida, da Derf de Várzea Grande, a associação criminosa vinha aterrorizando moradores da zona rural de Livramento e Várzea Grande, invadindo fazendas e chácaras, fortemente armados, e agindo com extrema violência contra as vítimas.
Agrum Tutum significa campo seguro em latim, que traz a ideia de que, independentemente, de ser zona rural, o munícipe tenha a sensação de que está sendo amparado pelo Estado por meio dos órgãos de segurança, neste caso, a Polícia Civil que esclareceu os crimes e identificou os autores.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
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