Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 6 mandados contra organização criminosa em Tangará da Serra

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Seis mandados judiciais foram cumpridos na Operação Tribunal Espúrio, deflagrada nesta quarta-feira (20.11) pela Polícia Civil em Tangará da Serra (240 km a médio norte de Cuiabá).

A Operação Espúrio visou desarticular uma organização criminosa responsável por torturar e executar um jovem no mês de junho deste ano.

Foram cumpridos cinco mandados de prisão e um de busca e apreensão domiciliar contra os integrantes da organização criminosa.

Conforme investigação da Polícia Civil, ao ser rendida pelos criminosos, a vítima foi amordaçada e teve sua execução filmada e transmitida em tempo real para os líderes do grupo.

Por força do mandado de prisão, os cinco presos foram interrogados e, em seguida, encaminhados para o Sistema Prisional, ficando à disposição do Poder Judiciário.

O crime

No dia 5 de junho, o pai da vítima procurou a Delegacia de Tangará da Serra para registrar o desaparecimento do filho, Antonio Teodoro Borges Pereira, de 27 anos.

O comunicante informou que encontrou a casa do filho com a porta da frente aberta, e dentro haviam cacos de vidro pelo chão da cozinha. No quarto, marcas de sangue no chão.

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Diante dos fatos e do desaparecimento do jovem, a equipe da 1ª Delegacia de Polícia passou a diligenciar para esclarecer a ocorrência.

O corpo da vítima encontrado ocultado dentro de uma cama box, com sinais de estrangulamento e cortes na região das mãos.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida

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A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.

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Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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