Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 35 ordens judiciais contra envolvidos em vendas de drogas em quatro estados

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) com apoio de unidades da DAE (Diretoria de Atividades Especiais), deflagrou na manhã desta quinta-feira (29.08) a Operação Highway para cumprimento de 35 ordens judiciais contra uma associação criminosa voltada para o tráfico de drogas em Cuiabá e outros Estados.

As ordens judiciais, entre mandados de prisões preventivas, buscas e apreensões, bloqueio de contas bancárias e valores, foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá, com base em investigações da DRE, que apontaram para uma das lideranças de facção criminosa comandando ações de dentro do presídio, captando adolescentes para o transporte de drogas para os Estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Nordeste do País.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Sertãozinho (SP), Rio Brilhante (MS), São Gabriel D’Oeste (MS), Joaquim Gomes (AL). Também foram cumpridos mandados na Penitenciária Central do Estado (PCE), local de onde eram emanadas essas orientações para o tráfico.

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As investigações iniciaram em fevereiro de 2023, com a apreensão de duas adolescentes em Cuiabá e um adolescente em Presidente Prudente, que resultaram em um total de 78 tabletes maconha apreendidos.

A partir de então, equipes de investigação da DRE descobriram um mecanismo de captação de adolescentes para o tráfico de drogas que partiam do detento Luciano Mariano da Silva, conhecido como “Marreta”, recluso na PCE e apontado como liderança do grupo.

Detentas da Unidade Prisional Feminina no Mato Grosso do Sul também instruíam adolescentes sobre como realizar o transporte de drogas, por meio de táxis e caronas com caminhoneiros, buscando sempre a captação de novos adolescentes para o trabalho ilícito.

Através da investigação, foram identificadas as pessoas que participaram dessa logística para o transporte e outras ações que distribuíam drogas de Cuiabá para o Sudeste e Nordeste do país. Os investigados, cada qual com sua tarefa determinada, fazem parte da distribuição, transporte e recebimento da droga em outros Estados, para redistribuição.

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Operação Highway

O nome faz referência ao modo de transporte rodoviário que os traficantes utilizavam, com caronas e apoios estratégicos ao longo de rodovias que interligam os estados brasileiros.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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