Três homens foram presos nesta terça-feira (18.12) suspeitos de formação de quadrilha, furto de veículos e receptação, no bairro Jardim Renascer, em Cuiabá. Policiais militares do 1º, 3º, 10º Batalhão, Batalhão de Operações Especiais (Bope) e uma equipe do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) recuperaram três carros, sendo duas caminhonetes e um Siena.
Conforme o boletim de ocorrência, os militares foram informados acerca de um furto de uma caminhonete Hilux, na região central de Cuiabá. Em seguida, com apoio do setor de Inteligência do Bope, os policiais foram notificados de que o carro estaria em frente a um edifício, na Avenida Arquimedes Perreira Lima.
Uma testemunha informou que o condutor da caminhonete recebeu apoio do motorista de um Siena e que ambos fugiram sentido bairro Jardim Renascer. As equipes pediram apoio do Ciopaer, que localizou o carro.
Posteriormente, durante trabalho de ronda na região, os policiais chegaram até um lava-jato e identificaram o suspeitos, que tentaram fugir da abordagem. Um deles caiu em um entulho e ficou com escoriações pelo corpo, sendo levado para Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), do Bairro Verdão.
No lava-jato, os policiais localizaram uma segunda caminhonete com as placas adulteradas e registro de furto no último dia 13 dezembro. O dono do estabelecimento informou desconhecer a origem do veículo. Os suspeitos e todos os veículos recuperados foram encaminhados à delegacia.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá realiza nesta terça-feira (04), às 9h, o julgamento de Junio Santos da Silva, acusado pelo assassinato da mulher trans conhecida pelo nome social Gisa (Gerardo Ribeiro Lima Junior). A sessão será realizada no Fórum de Cuiabá e contará com a atuação, pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), do promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher, por se tratar de crime praticado contra mulher trans em contexto de discriminação de gênero. Segundo o MPMT, na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio localizado na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá, Gisa foi agredida com extrema violência, sofrendo diversos golpes na cabeça e sendo posteriormente asfixiada, lesões que causaram sua morte. A denúncia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante emprego de meio cruel e com utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público também apontou que a ação criminosa ocorreu em razão da condição de mulher transgênero da vítima, circunstância que ensejou a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Ainda segundo o Ministério Público, a investigação apontou que o acusado teria reagido de forma violenta ao descobrir que Gisa era uma mulher trans, circunstância que será apreciada pelos jurados durante o julgamento. A materialidade do crime foi comprovada por laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e demais elementos reunidos durante a investigação. Na sentença de pronúncia, a Justiça reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e determinou que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes descritos na denúncia ministerial. O réu foi localizado e preso em novembro de 2024, no município de Matozinhos (MG), permanecendo custodiado desde então. Durante a fase de investigação, conforme registrado nos autos, ele admitiu a prática do crime em depoimento à polícia, embora tenha permanecido em silêncio durante o interrogatório judicial.
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