Mato Grosso

PM apreende armas e munições de criminosos que invadiram imóvel em Poconé

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Policiais militares do Grupo de Apoio, do 4º Batalhão, apreenderam, na noite desta terça-feira (08.10), três revólveres calibre 38 e 14 munições, após confronto com três homens na MT-060, em Nossa Senhora do Livramento (39 km de Cuiabá).

Apenas dois foram identificados, sendo Walison Roberto da Silva, de 29 anos e Fernando Neves Oliveira da Silva, 36 anos. O trio, com diversas passagens criminais, não resistiu e veio à óbito.

Os policiais militares receberam informações de que os suspeitos de uma tentativa de furto em uma residência localizada no município de Poconé, na tarde de ontem, estariam escondidos na zona rural do município.

Os suspeitos teriam chegado até o imóvel em um veículo Ford Ecosport e estariam encapuzados. Eles arrombaram o portão da casa e invadiram o local. Assim que os policiais chegaram, eles correram pelos fundos do imóvel para uma região de mata.

O proprietário da casa alegou que não estava no local no momento da invasão. O homem ainda ressaltou que periodicamente compra ouro em pequenas quantidades e, nessa data, possuía aproximadamente 100 gramas guardadas em sua residência.

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Os militares apreenderam o veículo utilizado pelos suspeitos e identificaram que a placa estava adulterada. O carro foi rebocado até a delegacia local.

Já na noite desta terça-feira, os militares receberam novas informações sobre a possível localização dos suspeitos. Uma testemunha informou que viu os homens saindo de uma região de mata e entrando em um veículo de carga modelo baú.

Após a denúncia, os policiais militares intensificaram o policiamento na região e se depararam com o veículo na MT-060, sentido a Nossa Senhora do Livramento. Com aproximação das equipes, o condutor saiu em alta velocidade, dando início a uma perseguição policial.

Durante a fuga, o motorista entrou em uma estrada vicinal. Os três suspeitos saltaram do carro em movimento, correndo a pé pelo mato e atirando contra os policiais, que logo revidaram.

Os suspeitos foram baleados e socorridos até uma unidade de saúde. No local, uma equipe médica constatou os óbitos. Além das armas, os policiais apreenderam chave de um veículo Ford.

Um dos suspeitos era monitorado por meio de tornozeleira eletrônica. O equipamento estava enrolado com um papel alumínio. O material apreendido foram encaminhados à delegacia.

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Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Município é acionado pelo MPMT para regularizar Aeroporto de Juína

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína (a 735 km de Cuiabá), ajuizou nesta quarta-feira (5) uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município para obrigar a regularização da gestão, da infraestrutura, da acessibilidade, da segurança operacional e da utilização econômica do Aeroporto Municipal. A medida foi proposta após a conclusão de inquérito civil que identificou uma série de irregularidades na administração e nas condições de funcionamento do aeródromo.Segundo o promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, os problemas encontrados extrapolam a necessidade de modernização do espaço. Para ele, “o equipamento público não atende, de modo minimamente satisfatório, a deveres legais de acessibilidade, conservação, segurança operacional, organização administrativa, controle de acesso e gestão patrimonial”.Entre os pedidos liminares, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão de novas cessões gratuitas e informais de áreas do aeroporto para particulares, a implantação de registro obrigatório de todas as operações aéreas e a preservação de documentos e registros relacionados ao funcionamento do aeroporto nos últimos cinco anos. Também pede que o Município organize formalmente a estrutura administrativa do operador aeroportuário, apresente inventário dos hangares e ocupações existentes e conclua, em até 90 dias, a regularização patrimonial e dos critérios de cobrança pelo uso das áreas e serviços aeroportuários.No mérito da ação, o MPMT busca a implementação de um plano permanente de regularização do aeroporto, incluindo adequações de acessibilidade, regularização ambiental e operacional, correção das falhas estruturais e de segurança, formalização das ocupações privadas e cobrança das contraprestações legalmente cabíveis pela utilização da estrutura pública.As investigações apontaram problemas no terminal de passageiros, nas instalações prediais, nos sistemas elétrico e sanitário, no cercamento, nos acessos e na infraestrutura de embarque e desembarque. Além disso, o Município não comprovou a existência de controles adequados sobre operações aéreas particulares, ocupação de hangares, utilização das áreas aeroportuárias e arrecadação de tarifas e outras receitas relacionadas ao uso do aeroporto.Uma vistoria realizada pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx) do MPMT reforçou as conclusões do inquérito. O relatório técnico identificou infiltrações, fissuras, desgaste da estrutura do terminal, precariedade nas instalações elétricas, falhas de drenagem da pista, cercamento comprometido e ausência de instrumentos de gestão e segurança exigidos pela regulamentação aeronáutica. Também foram constatados problemas de acessibilidade, como a inexistência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e embarque, além da falta de sanitários adaptados e de condições adequadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.Outro ponto destacado na ACP é a utilização da infraestrutura aeroportuária por particulares sem controle adequado e sem demonstração de cobrança pelo uso. Durante a investigação, a empresa Abelha Táxi Aéreo e Manutenção Ltda. informou ter realizado 75 operações em Juína entre janeiro e maio de 2026, sendo 73 voos aeromédicos e dois executivos, sem qualquer custo com pousos e decolagens.“Enquanto a coletividade não dispõe de terminal regular, acessível e apto a processar transporte comercial, aeronaves particulares continuam utilizando a pista, o pátio, hangares e demais facilidades do aeroporto, sem que o Município tenha demonstrado controle completo das operações, instrumentos de uso das áreas ou cobrança de contraprestação”, argumentou o promotor de Justiça.Em outro trecho da ação, ele ressaltou que o Ministério Público não questiona a utilização do aeroporto por aeronaves privadas, desde que observadas as exigências legais. “Não se questiona o direito de aeronaves privadas utilizarem aeródromo público quando a operação for autorizada e compatível com a segurança. O que a ordem jurídica não admite é que a utilização se faça gratuitamente, sem registro, sem critério, sem título de ocupação e sem remuneração das áreas ou serviços empregados. A natureza pública do aeródromo exige universalidade, impessoalidade, transparência e ônus de utilização, e não a conversão do equipamento em benefício seletivo custeado pelo erário”, pontuou.Antes de ajuizar a ACP, o Ministério Público tentou solucionar a questão por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não houve acordo. Em resposta, o Município informou que o aeroporto integra o Programa AmpliAR, do governo federal, e poderá ser incluído em futura concessão à iniciativa privada.Para o promotor de Justiça, porém, a perspectiva de investimentos futuros não afasta as responsabilidades atuais da administração municipal. “Essas informações demonstram perspectiva concreta de investimento federal e devem ser consideradas para evitar duplicidade de projetos e despesas. Não demonstram, porém, transferência atual da delegação”, afirmou. Segundo ele, “as datas apresentadas são projeções administrativas relevantes, mas não equivalem a obrigação contratual já eficaz nem asseguram, por si sós, que o aeroporto será assumido no prazo imaginado”, consignou.Saiba mais – Localizado a cerca de 6,7 quilômetros do centro urbano, o Aeroporto Municipal de Juína possui terminal de aproximadamente 817 m² e pista asfaltada de 1.600 metros de extensão. Considerado estratégico para a integração regional, o aeródromo atende operações aeromédicas e reduz significativamente o tempo de deslocamento entre Juína e Cuiabá, que por via terrestre pode ultrapassar 12 horas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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