Mato Grosso

Patrulha Maria da Penha prende homem por manter ex-mulher em cárcere privado em Tangará da Serra

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Policiais militares do 19º Batalhão prenderam um homem, de 28 anos, por ameaça, sequestro e cárcere privado, na madrugada desta quinta-feira (13.11), em Tangará da Serra. O homem foi preso em flagrante após manter a ex-esposa trancada em um quarto e fazer ameaças de morte contra ela.

A equipe da Patrulha Maria da Penha foi acionada pela vítima devido a ocorrência de violência doméstica, no bairro Jardim Tangará I. De acordo com a denúncia da mulher, de 35 anos, ela estaria trancada dentro de um quarto e sob ameaças de morte, durante toda a madrugada.

A vítima relatou ainda que, na noite anterior, solicitou medidas protetivas devido às agressões físicas e psicológicas que vem sofrendo do suspeito, que afirma fazer parte de uma facção criminosa na cidade. Ao retornar para a residência encontrou a filha, de 13 anos, chorando e com o celular danificado pelo homem.

Durante a madrugada, o agressor trancou a vítima em um quarto e permaneceu próximo a porta com uma faca enquanto fazia ameaças de morte. Em seguida, a mulher conseguiu solicitar socorro para a Polícia Militar, por meio de um aplicativo de mensagem. Os policiais chegaram na residência e confirmaram os fatos, resgatando a vítima do local.

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O suspeito foi detido na casa e recebeu voz de prisão da PM. Ele foi encaminhado para a delegacia de Tangará da Serra, para as providências que o caso requer.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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