A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) iniciou, nesta quinta-feira (6.11), a entrega de 500 câmeras de videomonitoramento do programa Vigia Mais MT para instalação no Parque Novo Mato Grosso, maior complexo multieventos da América Latina, sediado em Cuiabá.
A entrega está sendo feita ao MT Par, empresa pública estadual responsável pela implantação e gestão do parque. Estavam presentes para assinatura do termo de entrega o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri e o presidente da MT Par, Wener Santos.
De acordo com o coronel César Roveri, a parceria entre o programa Vigia Mais MT e a MT Par é uma das mais importantes ações de integração tecnológica do Estado.
“Essa parceria da Secretaria de Segurança Pública com o Parque Novo Mato Grosso e a MT Par é muito importante. O Parque Novo Mato Grosso funcionará 24 horas por dia, inclusive com atividades noturnas, e contará com cerca de 500 câmeras acompanhando tudo em tempo real, garantindo proteção às famílias e visitantes”, destacou o secretário.
Roveri ressaltou ainda que a estrutura de segurança inclui a presença da Cavalaria da Polícia Militar, que atuará de forma permanente dentro do parque. “Assim como ocorreu durante o show do Guns N’ Roses, que reuniu mais de 40 mil pessoas sem nenhuma intercorrência grave, teremos câmeras, policiamento e cavalaria atuando para garantir tranquilidade aos visitantes. O objetivo é proporcionar um ambiente seguro para as famílias mato-grossenses e turistas que vierem participar dos grandes eventos nacionais e internacionais”, completou.
Segundo o presidente da MT Par, Wener Santos, a instalação das câmeras representa mais um passo na parceria entre o Governo do Estado e o programa Vigia Mais MT.
“O Vigia Mais MT tem ajudado muito o Estado de Mato Grosso, e essa parceria com o Parque Novo Mato Grosso, é fundamental. É um local que vai reunir um grande número de pessoas e famílias, e o governo foca em garantir segurança para que todos se sintam bem”, afirmou.
Lançado pelo Governo de Mato Grosso, o Parque Novo Mato Grosso ocupa uma área de 300 hectares às margens da MT-251, cerca de 11 quilômetros. O espaço contará com estrutura para grandes eventos e shows, com capacidade para até 100 mil pessoas.
O Programa Vigia Mais MT já conta com mais de 15 mil câmeras integradas ao sistema de videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). A iniciativa está presente em 129 municípios mato-grossenses, fortalecendo a atuação integrada entre as forças de segurança do Estado.
Com o uso de tecnologias avançadas, como o reconhecimento facial e a leitura automática de placas (OCR), o programa tem contribuído de forma decisiva para a prevenção e elucidação de crimes, além de garantir respostas mais rápidas às ocorrências.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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