Mato Grosso

Operação Lei Seca prende 33 condutores em quatro cidades de Mato Grosso

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Quatro edições da Operação Lei Seca, realizadas neste fim de semana, prenderam 33 condutores em Mato Grosso. Do total, 31 motoristas foram presos por embriaguez ao volante, um por adulteração veicular e outro por desobediência.

De acordo com o balanço divulgado pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI-Sesp), a operação resultou na fiscalização de 470 veículos e na aplicação de 468 testes de alcoolemia. Durante as ações foram emitidos 247 Autos de Infração de Trânsito (AIT).

Entre as principais infrações registradas estão 70 por condução de veículo sem registro ou não licenciado, 55 autuações por conduzir veículo sob efeito de álcool e 54 por dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Durante as abordagens, 104 veículos foram removidos ao pátio.

As fiscalizações ocorreram em Cuiabá, Várzea Grande, Nova Mutum e Alta Floresta.

A Operação Lei Seca é desenvolvida de forma integrada, com participação de forças estaduais e municipais, e conta com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Detran-MT, Politec, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

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*Sob supervisão de Wiliam Silva

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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