Mato Grosso

Operação Guinada cumpre 19 mandados contra alvos investigados por tráfico de drogas e organização criminosa

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (20.08), a Operação Guinada contra um grupo envolvido com o tráfico de drogas e organização criminosa que age no município da baixada cuiabana. Estão em cumprimento 19 mandados judiciais, sendo 11 de prisões e oito de busca e apreensão.

A investigação conduzida pela Delegacia de Rosário Oeste e a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) é um desdobramento dos elementos probatórios reunidos na Operação Castelo de Areia, deflagrada em janeiro do ano passado.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá e pela 7ª Vara Criminal.

A partir das prisões realizadas em 2023, a Polícia Civil reuniu informações que resultaram em outra investigação, desta vez com a identificação de um núcleo criminoso ligado a uma facção que se estabeleceu nos municípios de Nobres, Rosário Oeste e Jangada e que deu continuidade às ações criminosas. Esse grupo é liderado por um criminoso que gerencia as ações como um agente disciplinar da facção na cidade.

“Os investigados atuavam, ocultando as atividades criminosas, como o fracionamento de drogas, uso de apelidos, divisão de funções, rotatividade de membros, o ‘código de silêncio’ e apoio popular”, explicou o delegado Márcio Portela, de Rosário Oeste.

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A investigação identificou que o grupo é estruturado hierarquicamente, com as funções de soldados, disciplina geral, porta-voz, tesoureiro, vice-presidente e presidente. Além do grupo de gerência, a investigação complementar apontou os auxiliares do grupo, que atuam como lojistas, na venda de entorpecentes, outros na distribuição da droga e ainda uma parte deles como auxiliares dos ‘disciplinas’ da facção.

“As informações apuradas permitiram detectar a prática reiterada da organização criminosa que atua em Rosário Oeste, Nobres e Jangada, continuou com as ações por meio de novos integrantes, também alvos de outras operações da Polícia Civil sobre homicídios por decretação”, pontuou o delegado.

Continuação do tráfico

O delegado Antenor Pimentel, da GCCO, que coordenou a Operação Castelo de Areia em 2023, explicou que a partir da prisão no ano passado de um traficante conhecido como ‘Príncipe’ ou ‘Magnata’, que liderava o tráfico de drogas em Rosário Oeste e era a ‘voz’ e o centro financeiro das atividades ilícitas na região, a Polícia Civil chegou aos integrantes do grupo que deram continuidade aos delitos.

Um dos principais investigados é ligado proximamente ao ‘Príncipe’ e ostenta viagens e gastos em redes sociais. A investigação reuniu informações de que ele presta auxílio logístico ao grupo na negociação, distribuição, transporte dos entorpecentes, armazenamento de armas de fogo, além do recolhimento da “camisa”, taxa cobrada de integrantes da facção. A Polícia Civil apurou ainda que ele relatou a um comparsa que foi à Bolívia para fazer o abastecimento de drogas da facção. A investigação identificou ainda que ele recebeu ordem de um dos membros do grupo para buscar armamentos na cidade de Nobres.

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Membro também do corpo disciplinar da organização criminosa, outro alvo participou de “decretamentos” de rivais, cobrava o pagamento das taxas de integrantes da organização criminosa e exercia a venda dos entorpecentes. Esse mesmo criminoso responde a ação penal de 2016 por estupro de vulnerável.

Um dos alvos da operação exercia a função de lojista dentro da organização criminosa. As diligências investigativas mostraram que ele fez transferências bancárias ao chefe do grupo, preso na Castelo de Areia, das taxas das lojinhas, que seriam pagas mensalmente. Em um dos diálogos, ele ameaça “cobrar” uma pessoa que teria denunciado sua “lojinha”.

A Operação conta com apoio das Delegacias Regionais de Várzea Grande e de Nova Mutum e da GCCO para o cumprimento dos mandados.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Comissão aceita proposta de R$ 30 milhões do Governo para aquisição da Santa Casa

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O Governo de Mato Grosso, por meio de Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), recebeu o aceite formal da Comissão de Credores da antiga Santa Casa em relação à proposta de R$ 30 milhões para aquisição do imóvel onde hoje funciona o Hospital Estadual Santa Casa.

A partir de agora, o processo entra em uma nova etapa. O próximo passo será a análise do pedido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT), que deverá examinar a manifestação apresentada e decidir se também acolhe a proposta.

“Esse é um processo que o Governo vem tratando com muita responsabilidade e que agora avança para uma definição importante. É uma situação que se arrasta há muito tempo, mas a gente está cada vez mais perto de uma solução para a Santa Casa, garantindo mais segurança e continuidade no atendimento à população”, declarou o governador Otaviano Pivetta.

Caso o entendimento seja favorável, a tendência é que o processo avance para as medidas necessárias à formalização da alienação do imóvel.

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Inicialmente, o Governo anunciou uma proposta no valor de R$ 25 milhões à vista, mas após diálogo com os credores, aumentou a proposta para R$ 30 milhões à vista. Somando esse valor aos demais recursos já transferidos para a utilização do imóvel desde 2019, o total chega a mais de R$ 60 milhões.

“Durante os últimos sete anos, o Estado aportou grandes recursos para a quitação das dívidas trabalhistas da antiga Santa Casa, que são mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho. Todo esse investimento vai retornar para o cidadão, que contará com a assistência perene do Hospital Estadual Santa Casa em Cuiabá”, disse o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

Junto à proposta financeira, a SES-MT disponibilizou um plano operativo para a unidade com seis eixos: home care e desospitalização; cuidados paliativos; central de diagnóstico; ampliação de serviços existentes (oncologia e nefrologia); hospital dia, cirurgia-geral e ambulatórios especializados; e o Serviço de Verificação de Óbito (SVO).

No hospital, estão previstos 196 leitos totais, sendo 70 leitos para home care, 40 leitos de cuidados paliativos, 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 20 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e 36 leitos cirúrgicos.

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O cronograma da Secretaria prevê os atendimentos de nefrologia, oncologia, ambulatório e manutenção das cirurgias na unidade para o período de maio a julho de 2026. De agosto a novembro deste ano, está prevista a implantação dos serviços do hospital dia e a ampliação do atendimento paliativo. De dezembro deste ano a março de 2027, é prevista a implementação da central de diagnósticos, o SVO e o home care.

Fonte: Governo MT – MT

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