Mato Grosso

Operação da Polícia Penal impede entrada de R$ 500 mil em produtos eletrônicos, munições e facas na Mata Grande

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A direção da Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia, conhecida como “Mata Grande”, em Rondonópolis (a 210 km de Cuiabá), deflagrou a “Operação Campana Noctâmbulo”, com o objetivo de proteger o perímetro e impedir a entrada de materiais ilícitos na unidade prisional. 

A força-tarefa, deflagrada na noite de terça-feira (19.03), resultou na apreensão de produtos eletrônicos, munições, facas e outros materiais durante as primeiras horas desta quinta-feira (20), gerando prejuízo ao crime organizado de mais de R$ 500 mil. 

Todo material estava em posse de dois suspeitos que estavam escondidos em uma plantação de soja. A dupla pretendia enviar os objetos para dentro da penitenciária por meio de duas aeronaves não tripuladas (drones), e teve a ação criminosa frustrada pela Polícia Penal. 

Ao serem flagrados na plantação, os suspeitos reagiram à abordagem e trocaram tiros com os policiais. Na sequência, correram para a mata e fugiram com o apoio de um veículo que os esperava às margens de uma estrada vicinal.

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Na fuga, a dupla abandonou duas mochilas que continham 43 aparelhos celulares, 25 carregadores de fio e 13 portáteis, dois drones, 27 baterias carregadas e 10 fones de ouvido, totalizando 120 objetos eletrônicos.

Além disso, foram apreendidos dois carregadores de armas de fogo com 44 munições, três mochilas, duas facas e dois guarda-chuvas.

De acordo com o diretor da penitenciária, Ailton Ferreira, a operação visa impedir a entrada de materiais ilícitos levados por drones para dentro do local. Ele observa que os criminosos sempre mudam a localização de decolagem dos aparelho para despistar as forças de segurança  e optam por agir durante a madrugada. “Apesar das estratégias dos criminosos, a Polícia Penal vem criando mecanismos para coibir a entrada de ilícitos no complexo penitenciário”, afirma o diretor.

O diretor observa que, com a utilização de drones por criminosos, a Polícia Penal intensificou o combate aéreo, com estratégias como rondas ostensivas externas e ações de vigília como a Operação Campana Noctâmbulo, que estão sendo cada vez mais aprimoradas.

“Nossos policiais penais realizam essas operações de vigilância para coibir e apreender materiais ilícitos antes que sejam desovados dentro da Penitenciária. É muito importante a realização dessas ações porque o crime organizado tem se mostrado muito sofisticado e a Polícia Penal tem buscado meios de impedir a ação de organizações criminosas por meio dessas ações ostensivas”, acrescenta. 

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Desde 2020, ações permanentes já garantiram a apreensão de mais de 100 drones e impediram a entrada de milhares de materiais ilícitos na penitenciária.

Operação Campana Noctâmbulo

O nome da operação faz referência a “Notívago”, indivíduo que prefere a vida noturna; que prefere conviver à noite.

Com supervisão de Fabiana Mendes

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande

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O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.

Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.

“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.

O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.

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Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.

Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.

“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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