Mais R$ 175 milhões em investimentos do Governo de Mato Grosso vão impulsionar obras e melhorias no município de Pedra Preta (a 300 km de Cuiabá), fortalecendo áreas como infraestrutura e educação.
A prefeita Iraci Ferreira destacou que os recursos, anunciados nesta sexta-feira (6.2) pelo vice-governador Otaviano Pivetta, representam um momento único para a cidade e vão refletir diretamente na qualidade de vida da população.
“Isso é um grande marco para nós! O Estado sabe da nossa necessidade e tem um olhar de carinho e respeito com o nosso município. Nós temos uma gratidão imensa porque nossa população merece esses investimentos, que vão melhorar ainda mais a qualidade de vida de quem vive aqui”, afirmou a prefeita.
Os convênios autorizados pelo Governo vão garantir a restauração das avenidas principais da cidade, asfaltamento do segundo lote da MT-458, asfaltamento da MT-040 e a construção de três pontes sobre os córregos Grotão e Ponte de Pedra (MT-458) e o ribeirão Ponte de Pedra (MT-040).
A área da educação também foi contemplada com a construção de uma quadra poliesportiva na Escola Estadual Ivonne Tramarim de Oliveira e a construção da Escola Estadual 10 de Dezembro.
O vice-governador Otaviano Pivetta lembrou da trajetória que permitiu ao Governo de Mato Grosso destinar tantos investimentos aos municípios.
“No início do Governo não sobrava nada para ser investido. Agora, o Governo de Mato Grosso tem um dos maiores investimentos públicos do país e vai fazer, só esse ano, 35 Colégios Estaduais Integrados, com salas climatizadas, piscina, cozinha semi industrial e muita tecnologia. Uma estrutura pública de educação para manter nossas crianças e professores motivados, num ambiente saudável, e para entregar uma educação de qualidade, gerando gente qualificada, preparada para ter uma vida digna, trabalho e renda”, disse.
O secretário-chefe da Casa Civil observou que os investimentos autorizados para o município refletem a confiança do Governo e o compromisso com a população. “Pedra Preta já recebeu, nos últimos sete anos, mais de R$ 350 milhões do Governo do Estado. Foi um trabalho conjunto, de muitas mãos, para que esses investimentos se tornassem realidade”, acrescentou.
Os deputados estaduais Sebastião Rezende e Nininho pontuaram a importância dos investimentos, destacando a construção da Escola Estadual 10 de Dezembro, que vai funcionar com gestão cívico-militar, e o asfaltamento da MT-458, que era uma demanda antiga da região.
“Ver os investimentos que o Estado tem feito nessa região é uma alegria. São rodovias já asfaltadas, novas rodovias, construção da nova escola, que foi autorizada hoje… Essa participação presente do Governo é muito importante para os municípios e eu fico feliz de contribuir na Assembleia Legislativa com este Governo, votando projetos importantes e que possibilitam investimentos como esses autorizados hoje’, afirmou o deputado Sebastião Rezende.
Também acompanharam a solenidade o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, os deputados estaduais Thiago Silva e Carlos Avallone, os secretários de Estado Fábio Garcia, coronel César Roveri (Segurança Pública) e Alan Porto (Educação), e outras autoridades locais.
Investimentos para o sul
Nessa quinta e sexta-feira, o Governo do Estado percorreu 8 municípios da Região Sul, levando cerca de R$ 440 milhões em novos investimentos em infraestrutura, educação, agricultura familiar e turismo, que vão impulsionar o crescimento das cidades e melhorar a vida de quem mora na região.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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