O Natal Abençoado do SER Família Itinerante teve início em 16 de dezembro. Projetado e coordenado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, por meio da Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (UNAF), da qual é voluntária no Governo do Estado, e gerenciado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Foram atendidas a população dos bairros localizados nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste. Ao todo, 20 mil cestas especiais de Natal e 19.500 kits de doces foram entregues.
O Natal Abençoado do SER Família encerrou neste sábado com a presença do Papai Noel e da Mamãe Noel, que levaram, durante sete dias, alegria, carinho e atenção às crianças e também aos adultos.
Todo aparato de segurança foi mobilizado para garantir a tranquilidade das famílias contempladas por meio de associações de bairros cadastradas na Setasc.
Luciney Cunha, moradora do Bairro Jardim Industriário, destacou que nunca havia participado de algo parecido.
“Nunca tinha presenciado ou participado de um evento como esse; foi maravilhoso. Receber essa cesta foi muito importante pra mim e para muitas famílias que precisam”.
A primeira-dama Virginia Mendes fez entregas em alguns bairros e falou da alegria em estar com a população.
“Foi maravilhoso estar com as pessoas e entregar, além das cestas e dos kits de doces para as crianças, o nosso carinho e atenção, porque entregar qualquer pessoa pode fazer, mas não é apenas isso que importa. As pessoas querem ser ouvidas”, ressaltou.
Virginia Mendes agradeceu o apoio de todas as pessoas envolvidas na organização, além do suporte da segurança pública e da atenção do Governo do Estado.
“Agradeço a todas as pessoas envolvidas, especialmente a Polícia Militar, Defesa Civil, as associações que nos auxiliaram, minha equipe UNAF e Setasc sob o comando da secretária Grasielle que tem feito um ótimo trabalho, e o Governo do Estado, porque tudo o que conseguimos colocar em prática é porque existe responsabilidade com os recursos públicos. Por isso, é possível atender a nossa população e entregar resultados”.
“Desejo a todas as famílias de nosso querido Mato Grosso um Natal abençoado com a presença do menino Jesus”, afirmou Virginia Mendes.
Alex Rufino, diretor da Escola Estadual João Crisóstomo de Figueiredo, parceira do Natal Abençoado do SER Família no Bairro Dr. Fábio neste sábado (23.12), prestou homenagem à primeira-dama Virginia Mendes por de Moção de Agradecimentos pelos relevantes serviços prestador por ela na área social do Estado e pela indicação para construção da nova escola Estadual João Crisóstomo no Bairro Dr. Fábio II.
“Sem sombra de dúvidas a dona Virginia tem contribuído pela melhoria da educação, nós só temos a agradecer a nossa primeira-dama do Estado, o governador Mauro Mendes e toda equipe envolvida nas ações”, ratificou o diretor.
A programação do Natal Abençoado do SER Família continua na Arena Pantanal, onde cerca de 153 mil pessoas já visitaram o local com decorações lúdicas e apresentações. A Arena estará fechada ao público somente neste domingo (24.12) e segunda-feira (25.12). Na terça-feira (26.12), a programação será retomada e vai até o sábado (30.12).
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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