Mato Grosso

Museu de História Natural realiza 11º Encontro Indígena e atividades em comemoração ao aniversário de Cuiabá

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O Museu de História Natural de Mato Grosso traz neste mês uma programação com eventos que celebram importantes datas para a população: o aniversário de Cuiabá (8 de abril) e o Dia dos Povos Indígenas (19 de abril). Além das atividades e oficinas gratuitas, o espaço cultural ainda realizará a 11ª edição do Encontro Indígena, dos dias 17 a 19 de abril.

Para comemorar os 305 anos da Capital de Mato Grosso, o Museu oferecerá atividades como contação de histórias sobre mitos cuiabanos e oficinas de pintura e desenho, nos dias 7, 13, 20 e 27 de abril.  Também será aberta a exposição temporária ‘Urban Sketchers Cuiabá: Celebrando os 305 Anos da Cidade’, que apresenta desenhos e ilustrações de prédios e patrimônios históricos de Cuiabá. A mostra ficará aberta ao público entre os dias 7 de abril e 5 de maio.

O 11° Encontro Indígena, que reúne povos originários de todo Estado no Museu de História Natural, será realizado dos dias 17 a 19 de abril. O tema do evento será ‘Memória Viva: Difusão de Saberes e Tradições’, com rodas de conversa, oficinas de pintura corporal, vivências e outras atividades. A programação ainda será divulgada pela organização. Escolas e grupos interessados em participar podem fazer o agendamento diretamente com a equipe do Museu.

As inscrições são feitas via link disponibilizado na biografia do Instagram do Museu (@museuhistorianaturalmt), e as vagas são abertas às 17h das quartas-feiras que antecedem às atividades. As oficinas ocorrem aos finais de semana, pela manhã, na área verde do Museu.

Programação de eventos do mês de abril

6 de abril – Projeto Eu sou da Paz – com Silvana Nistal e Beatriz Berruska
Projeto da Sahaja Yoga, que oferecerá uma experiência com contação de histórias, relaxamento e exploração criativa com argila. Uma oportunidade para expressão, autodescoberta e bem-estar.
Horário: 9h às 11h

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7 de abril – Contos atarracados da Baixada Cuiabana – com Danilo Barreto
Esta atividade, que celebra os 305 anos de Cuiabá, destaca a cultura local, por meio de mitos mato-grossenses que se entrelaçam com as vivências ribeirinhas. Além de conhecer contos da baixada cuiabana, os participantes também vão poder criar personagens por meio de atividades lúdicas e contação coletiva de histórias.
Horário: 9h às 11h

7 de abril – Urban Sketchers Cuiabá: Comemorando os 305 anos da Cidade – com curadoria de Isabel Araujo
Exposição temporária ‘Urban Sketchers Cuiabá: Celebrando os 305 Anos da Cidade’, que apresenta diferentes perspectivas dos patrimônios da cidade, ilustrados pelo coletivo Urban Sketchers Cuiabá. A exposição estará aberta gratuitamente ao público até 5 de maio de 2024.
Dia da inauguração: 07 de abril (domingo)
Horário: 14h às 15h
Sala de Exposição Temporária do Museu de História Natural de MT

13 de abril – Reutilização Criativa – com Cecilia Lozano
Na oficina, a doutora em Ecologia Cecilia Lozano apresenta noções de reutilização, e os participantes participam de uma atividade de criação de um quadro artístico usando sementes, folhas, areia, entre outros.
Horário: 9h às 11h

13, 20 e 27 de abril – Oficinas do Coletivo Urban Sketchers Cuiabá – Com Isabel Araujo, Camila Pereira e José Maria Andrade
Serão três oficinas, alinhadas com a exposição temporária do Museu, que celebra os 305 anos de Cuiabá. As atividades incluem técnicas de aquarela para sketcher em ambientes abertos, sketches em giz pastel oleoso e aplicação de hachuras nos sketches. 
Horário: 15h às 17h

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17, 18 e 19 de abril – 11° Encontro Indígena
O tema é ‘Memória Viva: Difusão de Saberes e Tradições’, com rodas de conversa, oficinas de pintura corporal, narrativas indígenas e outras atividades. A programação completa ainda será divulgada.
Horário: 8h às 18h
Escolas e grupos interessados em participar podem fazer o agendamento pelos telefones (65) 3634-4858 e (65) 99686-7701.

20 de abril – Danças Circulares – com Danni Mello
As danças circulares têm como objetivo elevar a qualidade de vida das pessoas. Durante a oficina, os participantes serão orientados a dançar juntos, em círculos, internalizando os movimentos.
Horário: 9h às 11h

27 de abril – Hatha Yoga e Sahaja Yoga – com Amanda Cristie e Silvana Nistal
Neste dia, ocorre a tradicional aula gratuita de Hatha Yoga. Em seguida, haverá oficina de Sahaja Yoga, uma meditação de relaxamento e despertar da energia interior que leva ao bem-estar.
Horário: 8h às 11h

Serviço
O Museu de História Natural de Mato Grosso é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), que funciona em gestão compartilhada com o Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (Instituto Ecoss).
Endereço: Avenida Manoel José de Arruda (Beira Rio), nº 2000, bairro Jardim Europa, Cuiabá/MT.
Funcionamento: Quarta a domingo, das 8h às 18h.
Entrada para visitar exposições de longa duração: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia). Entrada gratuita aos domingos e feriados. Área verde, parquinho, café e atrações: gratuito.  

Inscrições para oficinas AQUI

Mais informações: Instagram @museuhistorianaturalmt

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Município é acionado pelo MPMT para regularizar Aeroporto de Juína

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína (a 735 km de Cuiabá), ajuizou nesta quarta-feira (5) uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município para obrigar a regularização da gestão, da infraestrutura, da acessibilidade, da segurança operacional e da utilização econômica do Aeroporto Municipal. A medida foi proposta após a conclusão de inquérito civil que identificou uma série de irregularidades na administração e nas condições de funcionamento do aeródromo.Segundo o promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, os problemas encontrados extrapolam a necessidade de modernização do espaço. Para ele, “o equipamento público não atende, de modo minimamente satisfatório, a deveres legais de acessibilidade, conservação, segurança operacional, organização administrativa, controle de acesso e gestão patrimonial”.Entre os pedidos liminares, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão de novas cessões gratuitas e informais de áreas do aeroporto para particulares, a implantação de registro obrigatório de todas as operações aéreas e a preservação de documentos e registros relacionados ao funcionamento do aeroporto nos últimos cinco anos. Também pede que o Município organize formalmente a estrutura administrativa do operador aeroportuário, apresente inventário dos hangares e ocupações existentes e conclua, em até 90 dias, a regularização patrimonial e dos critérios de cobrança pelo uso das áreas e serviços aeroportuários.No mérito da ação, o MPMT busca a implementação de um plano permanente de regularização do aeroporto, incluindo adequações de acessibilidade, regularização ambiental e operacional, correção das falhas estruturais e de segurança, formalização das ocupações privadas e cobrança das contraprestações legalmente cabíveis pela utilização da estrutura pública.As investigações apontaram problemas no terminal de passageiros, nas instalações prediais, nos sistemas elétrico e sanitário, no cercamento, nos acessos e na infraestrutura de embarque e desembarque. Além disso, o Município não comprovou a existência de controles adequados sobre operações aéreas particulares, ocupação de hangares, utilização das áreas aeroportuárias e arrecadação de tarifas e outras receitas relacionadas ao uso do aeroporto.Uma vistoria realizada pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx) do MPMT reforçou as conclusões do inquérito. O relatório técnico identificou infiltrações, fissuras, desgaste da estrutura do terminal, precariedade nas instalações elétricas, falhas de drenagem da pista, cercamento comprometido e ausência de instrumentos de gestão e segurança exigidos pela regulamentação aeronáutica. Também foram constatados problemas de acessibilidade, como a inexistência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e embarque, além da falta de sanitários adaptados e de condições adequadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.Outro ponto destacado na ACP é a utilização da infraestrutura aeroportuária por particulares sem controle adequado e sem demonstração de cobrança pelo uso. Durante a investigação, a empresa Abelha Táxi Aéreo e Manutenção Ltda. informou ter realizado 75 operações em Juína entre janeiro e maio de 2026, sendo 73 voos aeromédicos e dois executivos, sem qualquer custo com pousos e decolagens.“Enquanto a coletividade não dispõe de terminal regular, acessível e apto a processar transporte comercial, aeronaves particulares continuam utilizando a pista, o pátio, hangares e demais facilidades do aeroporto, sem que o Município tenha demonstrado controle completo das operações, instrumentos de uso das áreas ou cobrança de contraprestação”, argumentou o promotor de Justiça.Em outro trecho da ação, ele ressaltou que o Ministério Público não questiona a utilização do aeroporto por aeronaves privadas, desde que observadas as exigências legais. “Não se questiona o direito de aeronaves privadas utilizarem aeródromo público quando a operação for autorizada e compatível com a segurança. O que a ordem jurídica não admite é que a utilização se faça gratuitamente, sem registro, sem critério, sem título de ocupação e sem remuneração das áreas ou serviços empregados. A natureza pública do aeródromo exige universalidade, impessoalidade, transparência e ônus de utilização, e não a conversão do equipamento em benefício seletivo custeado pelo erário”, pontuou.Antes de ajuizar a ACP, o Ministério Público tentou solucionar a questão por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não houve acordo. Em resposta, o Município informou que o aeroporto integra o Programa AmpliAR, do governo federal, e poderá ser incluído em futura concessão à iniciativa privada.Para o promotor de Justiça, porém, a perspectiva de investimentos futuros não afasta as responsabilidades atuais da administração municipal. “Essas informações demonstram perspectiva concreta de investimento federal e devem ser consideradas para evitar duplicidade de projetos e despesas. Não demonstram, porém, transferência atual da delegação”, afirmou. Segundo ele, “as datas apresentadas são projeções administrativas relevantes, mas não equivalem a obrigação contratual já eficaz nem asseguram, por si sós, que o aeroporto será assumido no prazo imaginado”, consignou.Saiba mais – Localizado a cerca de 6,7 quilômetros do centro urbano, o Aeroporto Municipal de Juína possui terminal de aproximadamente 817 m² e pista asfaltada de 1.600 metros de extensão. Considerado estratégico para a integração regional, o aeródromo atende operações aeromédicas e reduz significativamente o tempo de deslocamento entre Juína e Cuiabá, que por via terrestre pode ultrapassar 12 horas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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