Mato Grosso

Movimento Bem Maior abre edital com apoio de R$ 100 mil para organizações sociais e coletivos de MT

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Com programa de desenvolvimento institucional, o MBM estimula protagonismo de agentes de transformação locais para que ampliem o impacto comunitário de suas ações

O Movimento Bem Maior está com inscrições abertas até 4 de agosto para o 5º Edital do programa “Futuro Bem Maior”. Ao todo 45 iniciativas de todo o país, incluindo de Mato Grosso, poderão ser selecionadas para participar de um programa de desenvolvimento institucional no período de dois anos. Cada organização selecionada receberá o apoio financeiro de R$100 mil.

Para participar, as organizações sociais e coletivos devem ter, no mínimo, cinco anos de atividades e estar sediados em municípios de até 200 mil habitantes, além de ter a receita anual de 2023 no valor de até R$ 500 mil.

Criada em 2019, a iniciativa visa fortalecer organizações sociais em territórios vulneráveis, promovendo desenvolvimento institucional e protagonismo dos agentes de transformação locais que já atuam para melhorar as condições de vida das comunidades. As inscrições estão disponíveis na página do Movimento Bem Maior [https://movimentobemmaior.org.br/futuro-bem-maior-5edicao/].

“Chegamos à quinta edição celebrando a trajetória de amadurecimento do programa e renovando o propósito de investir em quem conhece as necessidades locais e tem a capacidade de gerar um impacto direto e positivo nos territórios onde atuam”, afirma Carola Matarazzo, diretora executiva do Movimento Bem Maior. “Para isso, entendemos que é essencial descentralizar o investimento social privado e direcionar recursos para organizações que muitas vezes não conseguem investimentos”, completa.

O diferencial desta edição está na capacitação, que dará ênfase ao desenvolvimento institucional, com suporte técnico viabilizado em parceria com o Instituto Phi e Phomenta. Isso inclui assessorias individuais, capacitações exclusivas e suporte para planejamento, execução e gestão de atividades, entre outros benefícios.

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No primeiro ano, o foco será a formação institucional das organizações, com acesso a R$30 mil em recursos livres e uma trilha de capacitação em gestão facilitada pela Phomenta. No segundo ano, serão disponibilizados R$70 mil em recursos flexíveis para implementação de um projeto institucional, com assessoria técnica e suporte do Instituto Phi.

“Acreditamos que organizações sociais e coletivos com a gestão fortalecida, podem executar seus trabalhos com mais eficiência e eficácia, aproximando-se de suas missões e gerando mais impacto social. O financiamento com recursos flexíveis, combinado com apoio não financeiro, permite que cada iniciativa escolha como utilizar os recursos, resultando em um processo de fortalecimento local ainda maior”, destaca Beatriz Waclawek, gerente de Investimentos Sociais do Movimento Bem Maior.

Após a fase de cadastro, as inscrições submetidas passarão por etapas de análise e seleção dos finalistas por meio de uma banca formada por profissionais do Movimento Bem Maior e especialistas externos. O resultado será divulgado nos canais de comunicação do Movimento Bem Maior no dia 14 de novembro.

Edições anteriores

Em quatro edições, o Futuro Bem Maior já conectou 127 organizações sociais e coletivos de todas as regiões do país e mobilizou mais de R$ 14.33 milhões em recursos filantrópicos para o fortalecimento de empreendedores, gestores e projetos envolvidos com as mais diversas causas, como educação, geração de renda, cultura, saúde e defesa dos direitos humanos.

Uma das organizações contempladas em Mato Grosso, é a Grupo Semente, que participou do 3º e 4º Futuro Bem Maior. O Grupo Semente é uma associação sem fins lucrativos sediada e com atuação em Chapada dos Guimarães (MT). Desenvolve projetos no município em três frentes: a transição dos sistemas produtivos locais com o fomento às cadeias da sociobiodiversidade; apoio à brigadas voluntárias locais de prevenção e combate à incêndios florestais e desenvolvimento saudável de crianças e jovens por meio de iniciativas de educação popular e ambiental e de economia solidária. Além disso, buscam ter incidência política e atuar em rede por meio da participação em conselhos e fóruns a nível municipal, regional e estadual.

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Com o apoio institucional do Futuro Bem Maior, o Grupo Semente contratou consultorias especializadas para seu fortalecimento. Uma consultoria de gestão administrativa e financeira foi contratada para otimizar processos de gestão, definir papéis e tarefas, criar um manual de procedimentos padrão e identificar necessidades de gestão contábil e financeira. Além disso, uma assessoria de comunicação foi contratada para revisar a identidade visual do Grupo Semente, criando um site, portfólio e apresentações. Essas melhorias na gestão e na comunicação são fundamentais para a profissionalização e o crescimento da organização.

Sobre o Movimento Bem Maior

O Movimento Bem Maior é uma organização social que reúne investidores, organizações sociais e uma rede de parceiros que têm o objetivo de construir colaborativamente um Brasil com mais equidade e dignidade para todos. Por meio da filantropia estratégica, o MBM mobiliza recursos financeiros e investe em ideias, projetos e iniciativas que multiplicam o impacto positivo e impulsionam o desenvolvimento sustentável do País.

Saiba mais:
movimentobemmaior.org.br

Futuro Bem Maior 5ª edição

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Mato Grosso

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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