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Réu é condenado a 33 anos por feminicídio de esposa em Colniza

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O réu Gersonias Henrique dos Santos foi condenado a 33 anos, três meses e 28 dias de reclusão pelo feminicídio da esposa, Márcia Nogueira de Paduá, em Colniza (a 1.065 km de Cuiabá). A sentença também determinou o pagamento de uma indenização de R$ 20 mil em favor da filha menor de idade da vítima. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri da comarca na segunda-feira (2), menos de oito meses após o crime, ocorrido em 10 de outubro, data em que se celebra o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher.O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu que o crime foi cometido na presença de descendente da mulher, de forma cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O condenado iniciará o cumprimento da pena em regime fechado e não poderá recorrer da sentença em liberdade. Atuou na sessão de julgamento o promotor de Justiça substituto Bruno Barros Pereira.Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Márcia Nogueira de Paduá foi morta a facadas dentro de casa, após uma discussão com o marido que teve início em um bar. O crime ocorreu na presença das duas filhas do casal, de 9 e 18 anos. Após o homicídio, o autor fugiu e foi preso dias depois no município de Comodoro (a 644 km da capital). “Esse foi o primeiro caso de feminicídio no estado sob a vigência da nova lei. Ela entrou em vigor à zero hora do dia 10 de outubro de 2024 e, infelizmente, por volta de 0h30, esse crime aconteceu, já enquadrado nas novas regras, que preveem pena de 20 a 30 anos. O julgamento também ocorreu de forma célere, foram cerca de oito meses entre o crime e a sentença”, destacou o promotor de Justiça.A Lei nº 14.994/2024, que transformou o feminicídio em crime autônomo, promoveu alterações em diversos dispositivos legais, incluindo a Lei Maria da Penha. O objetivo é fortalecer a proteção às mulheres, além de prevenir e combater a violência doméstica e de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

MPMT promove alinhamento estratégico da rede de proteção em Juara

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A Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 709 km de Cuiabá) promoveu, na quinta-feira (17), uma reunião de alinhamento com instituições que integram a rede de proteção à infância e à juventude do município. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a atuação estratégica e integrada dos órgãos responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com a definição de diretrizes voltadas ao aprimoramento dos fluxos de atendimento e à delimitação mais clara das atribuições de cada instituição.Coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o encontro foi realizado na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e reuniu representantes do Poder Judiciário, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Creas, da Casa de Passagem Francisca Isaura, do Conselho Tutelar e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), órgãos que compõem a rede de proteção no município.Durante a reunião, foram debatidos aspectos relacionados ao funcionamento da rede, com destaque para a necessidade de aperfeiçoar a comunicação entre os serviços, consolidar fluxos de atendimento mais eficientes e definir com maior precisão as responsabilidades de cada órgão. Também foi ressaltada a importância da articulação permanente entre as instituições para garantir respostas mais ágeis e eficazes às demandas envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou com direitos violados.Outro tema abordado foi o fortalecimento dos procedimentos relacionados à Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e à busca ativa escolar, ferramentas consideradas estratégicas para o enfrentamento da evasão e da infrequência escolar. A proposta é ampliar a capacidade de identificação precoce de situações de risco e assegurar a adoção das medidas necessárias para a permanência dos estudantes no ambiente educacional.Na ocasião, o Ministério Público informou que passará a realizar acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas pela rede de proteção, por meio de avaliações periódicas sobre o cumprimento das atribuições institucionais e a efetividade dos atendimentos prestados. A medida permitirá identificar desafios, corrigir eventuais falhas de comunicação e promover melhorias contínuas nos fluxos de trabalho e na integração entre os órgãos.A qualificação permanente dos profissionais que atuam diretamente no atendimento de crianças e adolescentes também foi apontada como prioridade. Nesse contexto, foi destacada a importância da participação contínua de conselheiros tutelares, equipes do Creas e demais serviços especializados em atividades de capacitação e atualização técnica.No fim do encontro, ficou definida a adoção de medidas permanentes para o aperfeiçoamento e a formalização dos fluxos de atendimento, incluindo a elaboração de fluxogramas que orientem os encaminhamentos e estabeleçam de forma objetiva as responsabilidades de cada instituição integrante da rede de proteção.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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