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Protagonismo feminino é debatido no projeto Diálogos com a Sociedade

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A participação das mulheres no mercado de trabalho, assim como na política, em empresas e instituições públicas, tem aumentado, garantindo mais representatividade. Esse avanço é fruto de conquistas históricas e lutas por igualdade. No entanto, desafios como a equidade salarial, a igualdade de oportunidades e a representatividade ainda persistem. Fechando a segunda semana do projeto Diálogos com a Sociedade, desenvolvido pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o tema “Protagonismo Feminino: Oportunidades, Acessos e Igualdade” foi debatido nesta sexta-feira (21 de março).Entrevistada no estúdio de vidro, localizado no Pantanal Shopping, a promotora de Justiça Auxiliar da Corregedoria do MPMT, Alessandra Gonçalves da Silva Godoi, que integra o Comitê de Promoção da Igualdade Institucional do Ministério Público de Mato Grosso, explicou a atuação do órgão na promoção da igualdade de gênero.“Inclusive, temos uma recomendação do Conselho Nacional do Ministério Público para atuação sob a perspectiva de gênero, com o objetivo de fortalecer o combate à violência doméstica e familiar. Temos obtido muitos avanços, tanto internos, quanto externos, ampliando a participação feminina, inclusive com o poder de influenciar na atuação da instituição. Destaco também o trabalho da Ouvidoria das Mulheres, que recebe e encaminha denúncias em casos de violência. Além disso, temos o Espaço Caliandra e outros serviços especializados de atenção às mulheres vítimas e seus familiares.”A vereadora por Cuiabá, Paula Calil, que está em seu primeiro mandato e foi eleita presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, lembrou que, apesar dos avanços, ainda existem muitas barreiras que dificultam a equidade de gênero. Ela confidenciou que seu ingresso na política mato-grossense foi visto com desconfiança sendo alvo de críticas. Entre os desafios enfrentados, a vereadora destacou o trabalho do Legislativo em prol da ampliação da participação feminina na política e em cargos de liderança.“Promovemos a escuta ativa, acolhemos nossas servidoras, realizamos cursos e atividades. As mulheres têm vez e voz na Câmara de Cuiabá. Também seguimos trabalhando pela criação de políticas públicas que assegurem os direitos das mulheres. Nosso objetivo é aproximar cada vez mais o cidadão da Câmara de Cuiabá”, afirmou a vereadora.Já a consultora de Recursos Humanos da empresa Energisa, Amanda Oliveira Vieira, que atua junto às lideranças nos processos estratégicos de gestão de pessoas e indicadores em um setor historicamente dominado por homens, destacou sua trajetória e apoio a projetos que capacitam outras mulheres.“Eu tive a oportunidade de exercer meu protagonismo como mulher, como líder, e cuidar das pessoas. É um trabalho contínuo na busca por equidade de gênero, mas é um desafio imenso para nós, mulheres. Precisamos dar continuidade a esse movimento, não apenas dentro de nossas instituições, mas também olhando para a sociedade como um todo, para fazer a diferença nessa história”, destacou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Penas de condenados por homicídio e organização criminosa somam 67 anos

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O Tribunal do Júri da Comarca de Sinop (a 500 km de Cuiabá) condenou, na quarta-feira (26 de agosto), Leonardo dos Santos Pires e Hailton Viana de Paula pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e organização criminosa. As penas aplicadas aos dois réus somam mais de 67 anos de reclusão. O Conselho de Sentença acolheu a tese sustentada em plenário pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), representado pelo promotor de Justiça Herbert Dias Ferreira. As condenações foram fixadas em regime inicial fechado, com determinação de execução imediata das penas.
Apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, Leonardo dos Santos Pires foi condenado a 33 anos, nove meses e 11 dias de reclusão, além de 10 dias-multa. Os jurados reconheceram que, além de participar do homicídio qualificado, ele exercia função de comando na organização criminosa. O condenado já acumula mais de 262 anos de penas impostas pela Justiça por outros crimes, incluindo homicídios praticados em Sinop.
Já Hailton Viana de Paula foi condenado a 33 anos, nove meses e 12 dias de reclusão, além de 10 dias-multa. Na sentença, a juíza presidente do Tribunal do Júri, Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, destacou a gravidade dos fatos e considerou, na dosimetria da pena, a idade da vítima, que era menor de 18 anos.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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