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Promotora representa alunos em homenagem pelos 55 anos da UFMT

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A promotora de Justiça Lindinalva Correia Rodrigues, integrante do Ministério Público de Mato Grosso e aluna do curso de Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), foi escolhida para representar os estudantes em solenidade de homenagem pelos 55 anos da instituição. O evento será realizado no dia 9 de dezembro (terça-feira), às 14h, no Teatro da UFMT.Lindinalva Rodrigues concluiu recentemente a graduação em Filosofia e irá colar grau no dia 17 de dezembro. Além disso, é doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO), em que desenvolve pesquisa sobre as mazelas do feminicídio na contemporaneidade. A defesa da tese está prevista para março de 2026. A promotora de Justiça também possui mestrado em Direito pela UFMT, do qual resultou o livro “Direitos Humanos das Mulheres na História: Expulsas do Paraíso”, publicado pela Juruá Editora e lançado no Brasil, Portugal e Espanha.Na solenidade comemorativa, além da representante dos discentes, serão homenageados Maria Cristina Theobaldo (docente), Geisa Luiza de Arruda (técnica) e Domingos Sávio de Melo (egresso).A UFMT comemora oficialmente seu aniversário em 10 de dezembro, com programação cultural e acadêmica que se estende até o dia 15, envolvendo todos os câmpus. A agenda inclui mostra de cursos, apresentações artísticas, debates, homenagens e eventos especiais, como o show de Gabriel Sater com a Orquestra Sinfônica da UFMT, no dia 6 de dezembro (sábado), no Parque das Águas, em Cuiabá.(Com informações da UFMT)

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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