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Projeto Reconstruindo Sonhos é lançado em unidade feminina

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Com o objetivo de promover a reinserção social, ampliar a compreensão do sentido da vida e assegurar a ressocialização de mulheres privadas de liberdade, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) lançou, na sexta-feira (29), a primeira turma do projeto Reconstruindo Sonhos na Cadeia Pública Feminina de Cáceres (217 km de Cuiabá).Após mais de um ano de preparação, o projeto foi oficialmente iniciado com a presença de autoridades do sistema de justiça e parceiros institucionais. Participaram do evento a diretora da unidade prisional, Franciskely Campos Moreira; o defensor público Diego Rodrigues Costa; o juiz titular da 1ª Vara Criminal de Cáceres, José Eduardo Mariano; o promotor de Justiça e coordenador adjunto do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal (CAO-EP), Roberto Arroio Farinazzo Junior; e a promotora de Justiça da 1ª Promotoria Criminal de Cáceres, Luane Rodrigues Bomfim.O projeto será desenvolvido em duas fases. A primeira consiste em encontros temáticos semanais conduzidos por policiais penais da própria unidade, Ana Luiza de Araújo Silva e Rejane Sirlei da Silva, que se voluntariaram e foram capacitadas para atuar como multiplicadoras. Já a segunda fase prevê a oferta de cursos profissionalizantes em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), atualmente em fase de definição.A promotora de Justiça Luane Rodrigues Bomfim destacou a relevância da iniciativa. “Um projeto dessa magnitude tem uma importância muito grande na vida dessas mulheres, porque primeiro ele busca resgatar a autoestima, transformar, trabalhar a autoconfiança dessas mulheres, de que elas podem escolher um destino diferente daquilo que elas vinham traçando. Elas vão ganhar confiança, no sentido de que podem aprender um novo ofício e que não necessitam permanecer no mundo do crime”.Ela também compartilhou a emoção vivida durante o lançamento. “Foi muito emocionante ver que aquelas reeducandas estavam ali de coração aberto, depositando a confiança delas no nosso trabalho. Como eu disse a elas naquele momento, nossa esperança não tem preço no mundo. Elas se emocionaram bastante, e nós também. Para nossa cidade, nossa comarca, que enfrenta altos índices de criminalidade, projetos como esse trazem um raio de luz na escuridão, um fio de esperança de que dias melhores virão”.A coordenação do projeto é de responsabilidade do CAO da Execução Penal, e sua implementação em Cáceres permanece vinculada à 1ª Promotoria Criminal do município.O Reconstruindo Sonhos é fruto de uma articulação interinstitucional e conta com o apoio do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), Defensoria Pública do Estado (DPMT), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), Fundação Nova Chance (Funac), Instituto Ação Pela Paz, Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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