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MPMT decreta luto oficial pelo falecimento de procurador aposentado

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso decretou luto oficial por três dias em razão do falecimento do procurador de Justiça aposentado Siger Tutiya, 78 anos, ocorrido nesta quarta-feira (04). O velório acontece nesta quinta, das 10h às 16h, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça. A cerimônia de cremação será restrita à família em dia e horário a serem definidos.

“O procurador de Justiça aposentado Siger Tutiya teve uma carreira marcada pela simplicidade e discrição. Foram quase 35 anos de serviços prestados à sociedade mato-grossense. Os integrantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso lamentam profundamente a sua partida e prestam condolências à família e amigos”, destacou o subprocurador-geral de Justiça Jurídico e Institucional, Marcelo Ferra de Carvalho.

Natural de Campinas (SP), Siger Tutiya ingressou no Ministério Público do Estado de Mato Grosso em dezembro de 1986. Atuou nas comarcas de Pontes e Lacerda, Jaciara, Barra do Garças, Cuiabá e também realizou substituições em período de férias em Nova Xavantina, Água Boa e Canarana. Foi promovido a procurador de Justiça em novembro de 2002 e em fevereiro do ano seguinte foi eleito membro do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). Aposentou-se em julho de 2021.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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