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MP recomenda intervenção na concessão de água em Porto Alegre do Norte

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Porto Alegre do Norte (997 km de Cuiabá), realizou na quinta-feira (18) uma reunião extrajudicial com representantes da gestão municipal, da Câmara de Vereadores e da concessionária Sanepan, responsável pelo abastecimento de água no município. O encontro teve como pauta a instabilidade no fornecimento de água potável à população, problema que se arrasta há meses e afeta diretamente a qualidade de vida dos moradores.A reunião resultou na emissão de uma notificação recomendatória assinada pelo promotor de Justiça Brício Britzke, que recomenda ao Município a imediata intervenção na concessão do serviço de saneamento básico. A medida visa assegurar a regularidade, continuidade e eficiência na prestação do serviço, além de garantir o cumprimento das normas legais e contratuais vigentes.Entre as providências recomendadas pelo MPMT estão a publicação, em até cinco dias, de decreto municipal designando um interventor com conhecimento técnico especializado, com prazo inicial de 180 dias. Também foi sugerida a instauração de procedimento administrativo para apurar as causas da intervenção e eventuais responsabilidades da concessionária, assegurando o contraditório e a ampla defesa.Durante o período de intervenção, o interventor deverá apresentar relatórios técnicos bimestrais ao Ministério Público e ao Poder Concedente, detalhando as ações adotadas para solucionar a falta de abastecimento e os investimentos realizados para expansão e modernização do serviço. A recomendação também exige transparência ativa por parte da Sanepan, com ampla divulgação das medidas adotadas e das interrupções programadas ou emergenciais.O documento ainda orienta que, em caso de interrupções, a concessionária assegure atendimento mínimo à população por meios alternativos, como caminhões-pipa, e que sejam adotadas medidas para garantir a segurança das instalações, incluindo monitoramento por câmeras e isolamento das áreas de captação.Outras recomendações incluem o controle econômico-financeiro da concessionária, a cobrança regular de débitos, a garantia de pressão adequada na rede de distribuição, e a elaboração de estudos técnicos detalhados sobre a infraestrutura existente e os investimentos necessários para a universalização do serviço até 2033, conforme previsto no Novo Marco Legal do Saneamento.Ao final do período de intervenção, o Município deverá apurar todas as despesas realizadas e promover a cobrança integral da concessionária, evitando prejuízos ao erário. O MPMT também solicita, no prazo de dez dias, informações sobre o atendimento à recomendação, acompanhadas de documentos comprobatórios.““Diante da grave instabilidade no fornecimento de água em Porto Alegre do Norte, que compromete não apenas a saúde e a dignidade dos moradores, mas também o funcionamento de escolas, comércios e serviços essenciais, entendemos que a intervenção na concessão é uma medida urgente e necessária. Ademais, é fundamental que sejam realizados estudos técnicos especializados, capazes de projetar o crescimento populacional e definir os investimentos necessários para que não volte a faltar água no futuro. Esses investimentos devem contemplar toda a necessidade da população, resolvendo o problema de maneira definitiva””, concluiu o promotor de Justiça.SIMP n.º 002897-074/2025

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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