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Formação contra trabalho infantil mobiliza rede de proteção

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) sediou, no auditório da sede das Promotorias de Justiça de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá), um seminário voltado à formação da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente e de conselheiros tutelares sobre os impactos do trabalho infantil. O evento foi promovido pelo Conselho Tutelar de Rondonópolis – Região I e contou com a participação de profissionais das áreas da saúde e assistência social. O seminário teve como objetivo conscientizar sobre os malefícios do trabalho infantil à saúde e à educação de crianças e adolescentes, destacando a chamada “armadilha do trabalho infantil”, que mantém ciclos de pobreza e desigualdade social. Entre os palestrantes estavam o procurador do Trabalho e vice-coordenador regional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), Pedro Henrique Godinho Faccioli; a juíza da Vara Especializada da Infância e Juventude, Maria das Graças Gomes da Costa; e a promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, da 4ª Promotoria Cível de Rondonópolis. A promotora Patrícia Dower explicou que a ideia difundida de que crianças podem trabalhar muitas vezes faz com que o trabalho infantil seja naturalizado, especialmente em famílias em situação de vulnerabilidade social. “O trabalho prejudica o desempenho escolar das crianças, compromete seu futuro profissional e obriga filhos de famílias vulneráveis a também trabalhar para ajudar a família”, disse. Ela ainda destacou a importância da atuação contínua do Ministério Público do Trabalho no combate a essa violação de direitos. O evento também contou com apresentação de dança de crianças do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) de Rondonópolis e abriu espaço para perguntas e debates, fortalecendo o diálogo e a integração da rede de proteção infantojuvenil.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT promove alinhamento estratégico da rede de proteção em Juara

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A Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 709 km de Cuiabá) promoveu, na quinta-feira (17), uma reunião de alinhamento com instituições que integram a rede de proteção à infância e à juventude do município. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a atuação estratégica e integrada dos órgãos responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com a definição de diretrizes voltadas ao aprimoramento dos fluxos de atendimento e à delimitação mais clara das atribuições de cada instituição.Coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o encontro foi realizado na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e reuniu representantes do Poder Judiciário, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Creas, da Casa de Passagem Francisca Isaura, do Conselho Tutelar e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), órgãos que compõem a rede de proteção no município.Durante a reunião, foram debatidos aspectos relacionados ao funcionamento da rede, com destaque para a necessidade de aperfeiçoar a comunicação entre os serviços, consolidar fluxos de atendimento mais eficientes e definir com maior precisão as responsabilidades de cada órgão. Também foi ressaltada a importância da articulação permanente entre as instituições para garantir respostas mais ágeis e eficazes às demandas envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou com direitos violados.Outro tema abordado foi o fortalecimento dos procedimentos relacionados à Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e à busca ativa escolar, ferramentas consideradas estratégicas para o enfrentamento da evasão e da infrequência escolar. A proposta é ampliar a capacidade de identificação precoce de situações de risco e assegurar a adoção das medidas necessárias para a permanência dos estudantes no ambiente educacional.Na ocasião, o Ministério Público informou que passará a realizar acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas pela rede de proteção, por meio de avaliações periódicas sobre o cumprimento das atribuições institucionais e a efetividade dos atendimentos prestados. A medida permitirá identificar desafios, corrigir eventuais falhas de comunicação e promover melhorias contínuas nos fluxos de trabalho e na integração entre os órgãos.A qualificação permanente dos profissionais que atuam diretamente no atendimento de crianças e adolescentes também foi apontada como prioridade. Nesse contexto, foi destacada a importância da participação contínua de conselheiros tutelares, equipes do Creas e demais serviços especializados em atividades de capacitação e atualização técnica.No fim do encontro, ficou definida a adoção de medidas permanentes para o aperfeiçoamento e a formalização dos fluxos de atendimento, incluindo a elaboração de fluxogramas que orientem os encaminhamentos e estabeleçam de forma objetiva as responsabilidades de cada instituição integrante da rede de proteção.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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