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Fim da mostra reforça a importância da presença negra nas ciências

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Em um importante passo para a promoção da equidade étnico-racial, a “Mostra Mulheres Negras nas Ciências” concluiu suas atividades no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho. Durante a semana, a exposição sobre a trajetória de 16 cientistas negras foi realizada na Procuradoria-Geral de Justiça e na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. A ação foi resultado de uma parceria entre o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena e o Projeto de Extensão “Mulheres nas Ciências”, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Por meio de banners, a iniciativa apresentou as trajetórias de mulheres negras que, com seu trabalho científico e tecnológico, romperam barreiras e contribuíram significativamente para a sociedade. O objetivo foi ampliar a discussão sobre o tema dentro da instituição, promovendo a sensibilização e incentivando à reflexão coletiva. A exposição gerou um impacto positivo entre os visitantes. Fabiana Natália dos Santos Dias, chefe do Departamento de Gestão de Pessoas do MPMT, destacou a relevância da mostra “A experiência de conhecer o desenvolvimento das mulheres nos primórdios da ciência como agora me auxiliou a entender que esse caminho ele foi trilhado com muito esforço e em toda história que eu ouvia eu via a presença da mulher como uma guerreira, batalhadora e que viu na ciência um caminho para melhorar e vencer na vida.” Apesar do encerramento da exposição, o debate sobre equidade racial e diversidade dentro da instituição continua. Nos dias 19 e 26 de agosto, o grupo de trabalho étnico-racial do Vida Plena promove encontros virtuais para discutir o tema, ouvir demandas dos integrantes do MPMT e contribuir com a construção da Política Institucional voltada à promoção da igualdade racial e étnica. Aberto a membros, servidores, estagiários, residentes e terceirizados, o grupo é parte de um esforço para tornar o ambiente institucional mais inclusivo e representativo. “É um convite à construção coletiva de uma política que não fique apenas no papel, mas que resulte em ações concretas no cotidiano de trabalho”, reforça a equipe do Vida Plena. Projeto de Extensão “Mulheres nas Ciências” – No dia 3 de setembro, o Projeto de extensão estará presente na 1ª Feira Cores da Ciência e da Cultura Dona Ivone Lara na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Acusado de assassinato contra mulher trans vai a júri

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O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá realiza nesta terça-feira (04), às 9h, o julgamento de Junio Santos da Silva, acusado pelo assassinato da mulher trans conhecida pelo nome social Gisa (Gerardo Ribeiro Lima Junior). A sessão será realizada no Fórum de Cuiabá e contará com a atuação, pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), do promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher, por se tratar de crime praticado contra mulher trans em contexto de discriminação de gênero. Segundo o MPMT, na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio localizado na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá, Gisa foi agredida com extrema violência, sofrendo diversos golpes na cabeça e sendo posteriormente asfixiada, lesões que causaram sua morte. A denúncia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante emprego de meio cruel e com utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público também apontou que a ação criminosa ocorreu em razão da condição de mulher transgênero da vítima, circunstância que ensejou a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Ainda segundo o Ministério Público, a investigação apontou que o acusado teria reagido de forma violenta ao descobrir que Gisa era uma mulher trans, circunstância que será apreciada pelos jurados durante o julgamento. A materialidade do crime foi comprovada por laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e demais elementos reunidos durante a investigação. Na sentença de pronúncia, a Justiça reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e determinou que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes descritos na denúncia ministerial. O réu foi localizado e preso em novembro de 2024, no município de Matozinhos (MG), permanecendo custodiado desde então. Durante a fase de investigação, conforme registrado nos autos, ele admitiu a prática do crime em depoimento à polícia, embora tenha permanecido em silêncio durante o interrogatório judicial.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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