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Escutas sociais têm a participação de mais de 2,5 mil pessoas

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Dos 141 municípios de Mato Grosso, 71 foram contemplados com escutas sociais realizadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso para definição das prioridades de atuação no novo ciclo do Planejamento Estratégico Institucional (PEI 2024-2031). Além das escutas, o levantamento do diagnóstico incluiu também a realização de pesquisa, com a participação de quase seis mil pessoas, e análise de informações do MPMT + Social, plataforma que reúne dados oficiais de várias instituições.

De acordo com painel disponibilizado no Portal Foco, com acesso apenas por integrantes do MPMT, 2.534 pessoas participaram das escutas sociais realizadas por promotores e promotoras de Justiça na capital e interior do estado. Entre os segmentos que participaram das discussões, estão ocupantes de cargos políticos, procuradores municipais, instituições filantrópicas, comerciantes, representantes de população vulneráveis, entre outros.

Na área do patrimônio público, as três principais demandas apresentadas foram o enfrentamento à corrupção, a garantia da qualidade dos serviços públicos e repressão aos atos de lesão ao erário. Na área de cidadania, a população pede uma atenção especial do MPMT à saúde, educação e pessoas com deficiência.

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Conforme o painel, na área criminal os principais problemas apresentados estão relacionados à segurança pública, violência doméstica e tráfico de drogas. Na defesa da criança e do adolescente, a garantia do direito à educação aparece em primeiro lugar, seguida da proteção integral e dos direitos das crianças com deficiência.

Na área ambiental, as prioridades sugeridas são o combate às queimadas, incentivo à reciclagem e redução da poluição.

Workshop – Nas próximas segunda-feira e terça-feira (12 e 13), integrantes do Ministério Público se reúnem em Cuiabá para realização do direcionamento estratégico, com a idealização e/ou refinamento da visão da instituição a partir dos insumos coletados no diagnóstico social.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP pede júri para motorista acusado de morte no trânsito

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciou à Justiça Hercílio Junio Freitas Cordeiro pelos crimes de homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado e delitos previstos no Código de Trânsito Brasileiro relacionados à condução de veículo sob efeito de álcool, fuga do local do acidente e direção sem habilitação. A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital – Núcleo de Defesa da Vida.Conforme a denúncia, os fatos ocorreram na madrugada de 30 de agosto de 2026, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. O Ministério Público sustenta que o denunciado, mesmo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e sob efeito de álcool, assumiu o risco de produzir resultados letais ao conduzir uma BMW em velocidade extremamente superior à permitida para a via.Segundo a peça acusatória, o primeiro impacto ocorreu no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Avenida Presidente Marques, quando a BMW atingiu a traseira da motocicleta conduzida por G. N. M., que aguardava a abertura do sinal vermelho. O motociclista sofreu lesões, mas sobreviveu. De acordo com o Ministério Público, após a colisão, o motorista deixou o local sem prestar socorro.Ainda conforme as investigações, logo depois do primeiro acidente, o denunciado teria acelerado ainda mais para fugir da responsabilização pelo ocorrido. A denúncia aponta que o veículo foi registrado por equipamento eletrônico trafegando a 177 km/h, em um trecho cujo limite máximo é de 50 km/h. Cerca de 700 metros adiante, a BMW colidiu contra a motocicleta conduzida por Paulo Messias Simão Costa, 23 anos, que morreu no local em decorrência dos graves ferimentos sofridos.O Ministério Público destaca que as investigações indicaram que o denunciado havia ingerido bebida alcoólica em uma casa noturna da capital antes de assumir a direção do automóvel. Testemunhas relataram sinais visíveis de embriaguez e comportamento agressivo. A acusação também menciona que, após o segundo acidente, o motorista abandonou o veículo e permaneceu foragido até se apresentar à polícia dias depois.Na denúncia, a promotora de Justiça sustenta que os crimes foram praticados mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que ambas trafegavam regularmente e foram atingidas pela traseira, sem possibilidade de reação. Em relação à morte de Paulo Messias Simão Costa, o MPMT também atribui ao caso as qualificadoras de perigo comum e de homicídio praticado para assegurar a impunidade de outro crime.O Ministério Público requer que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, além da fixação de valor mínimo de R$ 1 milhão para reparação dos danos causados às vítimas e familiares. Também pede a aplicação do efeito da condenação consistente na inabilitação para dirigir veículo automotor.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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