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Escola de Conselhos fortalece rede de proteção em Mato Grosso

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Na manhã desta sexta-feira (10), foi realizada a Aula Magna que marca o início das atividades da Escola de Conselhos do Estado de Mato Grosso, um projeto voltado à formação continuada de conselheiros tutelares, conselheiros de direitos e demais profissionais que integram o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente. O evento ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e reuniu autoridades e representantes da sociedade civil.Responsável por ministrar a Aula Magna, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, enfatizou o papel estratégico dos conselhos na transformação social. “Se os Conselhos de Direitos forem responsáveis pela elaboração das políticas públicas e os Conselhos Tutelares pela fiscalização da implementação desses direitos fundamentais, garantindo às crianças e adolescentes a prioridade absoluta como sujeitos de direitos, acredito que teremos, sem dúvida, um país muito melhor. É preciso fortalecer esses espaços como instrumentos de cidadania nos municípios”, afirmou.O professor Carlos Eduardo Silva e Souza, diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), destacou que o projeto é fruto de uma parceria estratégica entre a universidade, o Ministério dos Direitos Humanos, e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional. “Hoje nós iniciamos oficialmente um projeto de grande alcance social, que oferecerá formação gratuita e de excelência para mais de mil pessoas em todo o estado”, apontou.O procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, coordenador da Escola Institucional do MPMT, reforçou o papel transformador da educação na atuação dos conselheiros. “Este curso é um passo decisivo para o fortalecimento da rede de proteção à infância e juventude. A capacitação técnica proporcionará uma atuação mais assertiva e propositiva, consolidando uma escola de governo que trará frutos importantes para a garantia dos direitos das crianças e adolescentes”, declarou.Para o presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso (CEDCA-MT), Iberê Ferreira, o momento é histórico para a política da infância em Mato Grosso. “Estamos inaugurando um projeto que visa capacitar todos os profissionais que atuam no sistema de garantia de direitos. É uma iniciativa que representa um avanço significativo na proteção integral da criança e do adolescente”, disse.O presidente da Associação dos Conselheiros e Ex-conselheiros Tutelares de Mato Grosso (ACT/MT) Nelson de Faria celebrou o início das atividades da Escola de Conselhos no estado. “Esse projeto já é um sucesso. Vai fortalecer a atuação dos conselheiros tutelares e da rede de proteção, promovendo um trabalho mais eficiente e qualificado em prol das crianças e adolescentes de Mato Grosso”, afirmou.A Aula Magna marca o início de uma jornada formativa que se estenderá ao longo de 2025, com conteúdos técnicos e complementares oferecidos gratuitamente, consolidando a Escola de Conselhos como uma referência em capacitação e fortalecimento da rede de proteção à infância e adolescência.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios

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O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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