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Capacitação e autonomia financeira são pilares para o empoderamento

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Em mais uma rodada de entrevistas do projeto “Diálogos com a Sociedade”, a Rádio CBN Cuiabá recebeu, nesta quinta-feira (3), a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, a gerente de marketing do Pantanal Shopping, Daniela Rossi, e a analista técnica e gestora estadual do programa “Sebrae Delas”, Driely Sena, para falarem sobre a capacitação e autonomia financeira para mulheres.Durante o bate-papo, a subprocuradora Anne Karine Wiegert disse que a capacitação e a autonomia financeira das mulheres passam pelo empoderamento. “O empoderamento é um conceito que não é fechado, mas sim plural. E ele leva ao desenvolvimento dessa autonomia, que traz para a mulher a liberdade e a igualdade: a liberdade de escolha, de poder de decisão, e a igualdade de consideração, de respeito e de oportunidades. Ao trazermos para o nosso debate a capacitação e a autonomia financeira, nós estamos falando desses pilares”, declarou.Ela ressalta que o Ministério Público, como um corpo social, tem papel essencial na proteção dos direitos das mulheres. “O Ministério Público, regido pela Constituição Federal, garante a igualdade e autonomia para as mulheres, promovendo o acolhimento, o atendimento e a defesa delas. Nós somos um agente indutor, fomentador e de diálogo com a sociedade. Por isso nós estamos aqui: para dialogar e ser esse interlocutor”, considerou.A gerente de marketing do Pantanal Shopping destacou que a presença feminina dentro da organização é muito forte. “Oitenta por cento da nossa equipe é composta por mulheres, desde a administração, passando pelo comercial, financeiro, o operacional. O nosso time de colaboradoras mulheres é muito grande, e isso reflete nas ações realizadas pelo shopping”, garantiu Daniela Rossi.Driely Sena destacou que o número de empreendimentos liderados por mulheres em Mato Grosso vem crescendo cada vez mais. “Mato Grosso possui hoje mais de 180 mil mulheres empreendedoras, o que representa, aproximadamente, 40% dos negócios ativos no nosso estado. Isso mostra que as mulheres estão cada vez mais se empoderando e buscando a sua autonomia. E o programa ‘Sebrae Delas’ ajuda a alavancar os negócios femininos, e o nosso objetivo é cada vez mais aumentar o número de empresas lideradas por mulheres”, evidenciou.Outro ponto acentuado pela subprocuradora Anne Karine é a dependência financeira enfrentada pelas mulheres. “A dependência financeira é uma realidade que, infelizmente, ainda existe. Nós temos situações diversas de mulheres vítimas de violência que, muitas vezes, acabam colocando em segundo plano a vida, a dignidade física e psicológica delas, por estarem atreladas economicamente aos seus agressores. Isso faz com que essas mulheres empreendam por uma necessidade de romper com esse ciclo de violência e dependência. Mas é preciso virar essa chave e fazer com que essas mulheres busquem empreender por oportunidades, tornando a participação delas plena e efetiva e o seu desenvolvimento social, econômico e político”, disse.A gestora do programa “Sebrae Delas” pontuou que o Sebrae oferta diversas capacitações para que as mulheres, além de empreender, se enxerguem como empreendedoras. “A mulher realmente empreende mais por necessidade, e nós ofertamos diversas capacitações para que ela realmente se torne uma empreendedora e se enxergue como tal, proporcionando um ambiente acolhedor e diferenciado, com facilitadoras mulheres, para que ela compartilhe suas necessidades, dificuldades e sucessos”.“Quanto mais as mulheres ocuparem os espaços com as suas particularidades, com as suas habilidades, mais haverá desempenho e avanço em termos de inovação e engajamento. Então, que sejam abertos cada vez mais espaços para as mulheres”, finalizou Anne Karine.As entrevistas do projeto Diálogos com a Sociedade seguem até o dia 11 de abril, das 14h às 15h, no estúdio de vidro localizado na entrada principal do Pantanal Shopping, com transmissão ao vivo pelo canal do MPMT no YouTube. A iniciativa conta com o apoio de empresas privadas, como Pantanal Shopping, Rádio CBN, Aprosoja, Unimed Mato Grosso, Bodytech Goiabeiras e Águas Cuiabá.Assista aqui à entrevista desta quinta (3) na íntegra.

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*Estagiário escreve sob supervisão da jornalista Ana Luíza Anache.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Travessia termina com visitas a reserva natural e parque estadual

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A segunda etapa do projeto Travessia Pantaneira terminou com uma visita à ONG Panthera Brasil e ao Parque Estadual Encontro das Águas, no dia 18 de julho (sábado), em Poconé (a 100 km de Cuiabá). A programação marcou o encerramento da imersão promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) no Pantanal mato-grossense, que percorreu comunidades ribeirinhas para ouvir moradores, lideranças locais e instituições que atuam na preservação ambiental e no desenvolvimento sustentável da região.Na sede da Panthera Brasil, a comitiva da Travessia conheceu o trabalho desenvolvido para conservação das nove espécies de felinos selvagens existentes no Brasil e de seus habitats. A entidade mantém uma base de pesquisa no Pantanal, oferecendo apoio a projetos científicos e a órgãos governamentais voltados à proteção da biodiversidade.A coordenadora da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Panthera Brasil, Flaviane Veras Fernandes, explicou que a instituição atua na conservação de grandes e pequenos felinos e destacou a importância da aproximação com o Ministério Público. Segundo ela, a ONG está inscrita no Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre) do Ministério Público de Mato Grosso e busca apoio para fortalecer ações consideradas prioritárias.Para Flaviane Fernandes, a presença do MPMT na comunidade representa uma oportunidade de transformar realidades locais. “Com certeza, é muito importante a vinda do Ministério Público na comunidade do Porto Jofre, essa aproximação, porque eles têm ferramentas e caminhos que podem, de fato, mudar a realidade dessa comunidade”, afirmou.A representante da Associação dos Guardiões e Guardiãs do Pantanal de MT e MS (Aguapan), Marlene Benedita de Almeida Oliveira, avaliou positivamente a experiência de participar da Travessia Pantaneira. Ela contou que, mesmo sendo pantaneira da região do Alto Pantanal, teve a oportunidade de conhecer melhor outras áreas da planície alagável e suas realidades. “Foi muito importante, o Ministério Público junto, ouvindo, vendo com os olhos a necessidade dos pantaneiros. As demandas que foram apresentadas são realmente o que a gente vive no dia a dia”, relatou.Parceiro do projeto, o presidente do Instituto A Casa do Centro Mato-Grossense, José Medeiros, lembrou da primeira edição da Travessia Pantaneira, realizada entre Santo Antônio do Leverger e Barão de Melgaço, e destacou que a iniciativa já apresenta resultados concretos a partir da parceria com o Ministério Público. Segundo ele, a atual etapa, realizada entre Porto Cercado e Porto Jofre, teve como principal objetivo promover uma escuta qualificada das comunidades pantaneiras. “Trazer o Ministério Público, trazer os promotores de Justiça para o Pantanal, para escutar, para ouvir as demandas, é importante, porque tem coisas que acontecem que eles não ficam sabendo”, ressaltou. José Medeiros observou ainda que conhecer de perto o território e a realidade vivida pela população é fundamental para compreender os desafios da região e subsidiar decisões institucionais. O grupo também visitou o Parque Estadual Encontro das Águas, unidade de conservação de proteção integral que reúne uma das maiores concentrações de onças-pintadas do planeta e se tornou referência mundial para o turismo de observação de fauna. A procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza destacou a relevância ambiental da área e os desafios relacionados à atividade turística. “Percebemos um movimento intenso de turistas e a necessidade de se regulamentar essa atividade dentro dessa unidade de conservação para garantir a preservação da onça-pintada”, afirmou.Ana Luiza Peterlini também ressaltou o trabalho desenvolvido pela Panthera Brasil na conservação dos felinos e nas ações socioambientais voltadas às comunidades locais. “Foi muito revelador esse último dia de travessia, onde a gente pôde observar esses contrastes e essas necessidades de implementação dessas unidades de conservação”, pontuou.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, da 1ª Promotoria de Justiça de Itiquira, a Travessia Pantaneira proporcionou uma experiência de conexão com o território. “Foi uma experiência profunda e enriquecedora, uma verdadeira imersão no Pantanal, em suas riquezas e em sua fantástica biodiversidade. Mas também foi uma oportunidade de conhecer de perto o povo pantaneiro e perceber as contradições do modelo econômico brasileiro, que se refletem nas demandas apresentadas durante essa escuta social”, afirmou.Para ele, uma das questões que mais chamaram a atenção foi o fato de que o acesso à água potável, um direito básico muitas vezes considerado garantido no cotidiano, ainda represente uma preocupação constante para as comunidades pantaneiras. Ele lembrou que os riscos de contaminação dos recursos hídricos, inclusive em decorrência da atividade minerária, estiveram entre as demandas mais recorrentes apresentadas pela população durante a escuta social.“Penso que a maior lição é a gente tentar ajustar, enquanto Ministério Público, a nossa atuação para essa lente da justiça socioambiental”, finalizou, acrescentando que o fortalecimento de medidas preventivas e a inclusão das necessidades da população nos processos de desenvolvimento são caminhos essenciais para evitar a exploração predatória dos recursos naturais e garantir melhores condições de vida às comunidades pantaneiras.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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