Ministério Público MT

Capacitação discute atuação eleitoral do MP em 2026

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O segundo dia da capacitação “Integridade em Foco: Intersecções entre Direito Eleitoral, Probidade Administrativa e Responsabilização Criminal” foi iniciado, nesta quinta-feira (18), com a palestra “Aspectos gerais: atuação do promotor de Justiça face às eleições 2026”. O painel foi presidido pela promotora de Justiça Nathalia Moreno Pereira e teve como palestrante o coordenador do Núcleo Eleitoral do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMT), promotor de Justiça Moisés Casarotto.Na abertura, a presidente de mesa destacou a relevância do tema para a atuação institucional diante do cenário eleitoral que se aproxima. Nathalia Moreno Pereira ressaltou a necessidade de alinhamento entre os membros do Ministério Público, enfatizando a importância do conhecimento prático para garantir respostas rápidas e eficazes. “Este é um encontro fundamental para que possamos fortalecer a atuação coordenada do Ministério Público, especialmente em um ano eleitoral que demanda atenção redobrada e atuação estratégica”, afirmou.Durante a exposição, Moisés Casarotto apresentou orientações práticas aos membros do Ministério Público sobre a atuação nas eleições de 2026, reforçando a distinção entre as atribuições na esfera cível e na esfera criminal eleitoral. O palestrante destacou que, nas eleições gerais, grande parte da atuação cível eleitoral está concentrada nas instâncias superiores, cabendo aos promotores eleitorais o papel de apoio e encaminhamento das demandas.Casarotto também chamou atenção para a importância da atuação integrada e ágil entre os diversos ramos do Ministério Público e demais instituições. Ele enfatizou que a comunicação imediata de irregularidades é essencial para garantir a eficácia das medidas adotadas. “Não adianta apurar primeiro para depois comunicar. Se há indício de ilícito eleitoral, é preciso encaminhar imediatamente ao promotor eleitoral para que ele possa fazer cessar a irregularidade com rapidez”, orientou.Outro ponto abordado foi o uso do poder de polícia pelo Ministério Público, especialmente em casos de propaganda irregular. A palestra também tratou das especificidades da atuação criminal eleitoral, incluindo a competência para investigação e julgamento, a questão do foro por prerrogativa de função e a conexão entre crimes eleitorais e crimes comuns.Nesse contexto, Casarotto alertou para a necessidade de atenção redobrada dos membros do Ministério Público em investigações que envolvam possíveis crimes eleitorais. “Se houver indícios de crime eleitoral, ainda que em meio a outros delitos, é fundamental encaminhar o caso à Justiça Eleitoral, que é competente para avaliar a existência de conexão e definir a condução do processo”, afirmou.O palestrante reforçou ainda que a atuação institucional deve ser firme, técnica e alinhada, de modo a assegurar a efetividade da atuação ministerial durante o período eleitoral. “Nós precisamos de uma atuação forte e coerente, utilizando a nossa atribuição com responsabilidade e dentro da legalidade, para garantir a integridade do processo eleitoral”, concluiu.A palestra marcou o início das atividades do segundo dia do encontro, reunindo membros e servidores do Ministério Público em torno de discussões estratégicas voltadas ao aprimoramento da atuação eleitoral.Integridade em Foco – a capacitação “Integridade em Foco: Intersecções entre Direito Eleitoral, Probidade Administrativa e Responsabilização Criminal” reúne especialistas de destaque nacional para debater temas atuais ligados ao Direito Eleitoral, à improbidade administrativa, à integridade pública e à responsabilização criminal.A iniciativa é promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – escola institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria Especializada na Defesa do Patrimônio Público, o Centro de Apoio Operacional (CAO) Eleitoral e o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena.Fotos: Chico Ferreira

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Penas de condenados por homicídio e organização criminosa somam 67 anos

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O Tribunal do Júri da Comarca de Sinop (a 500 km de Cuiabá) condenou, na quarta-feira (26 de agosto), Leonardo dos Santos Pires e Hailton Viana de Paula pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e organização criminosa. As penas aplicadas aos dois réus somam mais de 67 anos de reclusão. O Conselho de Sentença acolheu a tese sustentada em plenário pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), representado pelo promotor de Justiça Herbert Dias Ferreira. As condenações foram fixadas em regime inicial fechado, com determinação de execução imediata das penas.
Apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, Leonardo dos Santos Pires foi condenado a 33 anos, nove meses e 11 dias de reclusão, além de 10 dias-multa. Os jurados reconheceram que, além de participar do homicídio qualificado, ele exercia função de comando na organização criminosa. O condenado já acumula mais de 262 anos de penas impostas pela Justiça por outros crimes, incluindo homicídios praticados em Sinop.
Já Hailton Viana de Paula foi condenado a 33 anos, nove meses e 12 dias de reclusão, além de 10 dias-multa. Na sentença, a juíza presidente do Tribunal do Júri, Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, destacou a gravidade dos fatos e considerou, na dosimetria da pena, a idade da vítima, que era menor de 18 anos.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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