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Militar procurado por homicídios se apresenta à Polícia Civil em Rondonópolis

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A Polícia Civil informa que o policial militar Elder José da Silva, investigado pelos homicídios ocorridos nesta semana, em Rondonópolis, se apresentou na tarde desta sexta-feira (29.12), na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa do município.

Contra ele será cumprido o mandado de prisão temporária expedido pela juíza Maria Mazarelo Farias Pinto, com base na representação da Polícia Civil no inquérito que investiga dois homicídios consumados e duas tentativas de homicídio contra quatro pessoas em situação de rua. Os crimes ocorreram na madrugada da última quarta-feira (27).

O outro militar apontado também como autor, Cássio Teixeira Brito, teve o mandado de prisão cumprido na manhã desta sexta-feira, no batalhão onde está lotado, em Rondonópolis. Ele foi encaminhado no período da tarde para a realização de exame de corpo de delito.

No início da tarde desta sexta-feira, o veículo utilizado no crime foi localizado em um pátio de uma transportadora no Distrito Industrial de Rondonópolis. Uma equipe da Polícia Civil foi ao local para cumprir o mandado de busca e apreensão. A perícia da Politec também foi acionada para a coleta de evidências no veículo.

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Os dois investigados ainda serão interrogados pelo delegado Thiago Garcia, que está respondendo pela Delegacia de Homicídios.

A Polícia Civil reunirá ainda à investigação as informações dos laudos periciais de confronto balístico, de local de crime e também o do veículo.

Fonte: Governo MT – MT

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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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