Mato Grosso

Médico da SES apresenta estudo sobre associação de medicamentos para tratamento de diabetes

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O servidor da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e membro da Comissão Permanente de Farmácia e Terapêutica da pasta, médico endocrinologista Marcelo Maia Pinheiro, desenvolveu junto com outros pesquisadores um estudo que aponta para a associação entre dois medicamentos em casos de diabetes tipo 1, estágio inicial, e a melhora clínica dos pacientes.

A pesquisa utilizou dados médicos de mais de uma década de 46 pacientes que foram acompanhados durante 12 anos pela equipe de pesquisa. O artigo foi publicado no periódico da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, o “Archives of Endocrinology and Metabolism”.

A descoberta consiste na utilização da sitagliptina, medicamento já usado para diminuir os níveis de açúcar em pacientes com diabetes tipo 2, e o uso de vitamina D3 de forma associada, prolongando a fase da doença chamada “lua de mel” – período que ocorre após as primeiras semanas do diagnóstico e a insulina é iniciada.

“O tratamento age regulando o sistema imunológico e as células do pâncreas que produzem insulina por meio da sitagliptina, usada para tratamento do diabetes tipo 2, junto com a vitamina D, que permitiu prolongar a fase ‘lua de mel’ nos pacientes, fazendo com que alguns deles ficassem sem insulina por mais de dois anos e outros com pouquíssima insulina e com bom controle”, explicou o médico.

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A coordenadora da Comissão Permanente de Farmácia e Terapêutica da SES, Kelli Nakata, destaca que pesquisas como essa podem nortear as condutas clínicas adotadas pelo núcleo.

“Pesquisas primárias como esta são muito importantes, uma vez que são a partir delas que levantamos evidências científicas para a mudança de conduta clínica ou reafirmação de uma conduta já estabelecida”, comentou.

Para o médico, a descoberta pode proporcionar uma maior qualidade de vida aos pacientes, já que reduz o risco de complicações relacionadas à doença. O tratamento é uma solução segura e indicada para pacientes com diagnóstico recente, explica o pesquisador.

“O tratamento seria para pacientes que ainda mantêm uma certa produção de insulina pelo pâncreas. Quanto mais precoce o tratamento após o diagnóstico, melhores são as chances de sucesso dessa associação”, finaliza o médico.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

MP obtém decisão para substituir temporários por aprovados em concursos

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A 2ª Promotoria de Justiça Cível de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá) obteve decisão favorável do Tribunal de Justiça que determina ao Município de Lucas do Rio Verde a substituição de contratos temporários por candidatos aprovados dentro do número de vagas dos concursos públicos vigentes, na área da saúde.A ação civil pública foi ajuizada após o encerramento, em 23 de março de 2026, do Termo de Parceria nº 01/2020, firmado entre o Município e a Associação de Gestão e Programas (OSCIP-AGAP). O contrato, celebrado em 2020 e prorrogado por seis aditivos, era utilizado para o provimento de postos de trabalho na área da saúde municipal.Diante da proximidade do encerramento da parceria, o Ministério Público instaurou procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a política municipal de provimento desses cargos. Durante reunião realizada em março de 2026, o Município informou que adotaria como diretriz a nomeação de candidatos aprovados nos concursos públicos vigentes.Entretanto, após o término do contrato com a AGAP, o Município realizou processos seletivos simplificados para contratação temporária. Segundo o Ministério Público, a medida resultou na preterição de candidatos aprovados nos concursos regidos pelos Editais nº 001/2022, nº 001/2024 e nº 001/2025.Na ação, o Ministério Público apresentou levantamento que apontou a existência de 164 contratos temporários para cargos em que havia candidatos classificados aguardando nomeação, além de requerer a interrupção das contratações temporárias, a nomeação dos aprovados, a regularização do lotacionograma da saúde e a realização de novos concursos para os cargos sem certame vigente.Ao analisar o recurso apresentado pelo Ministério Público, o Tribunal de Justiça reconheceu que o encerramento da parceria com a AGAP não constituiu situação imprevisível, pois o contrato permaneceu vigente por aproximadamente seis anos e foi sucessivamente prorrogado. Para o Tribunal, esse cenário permitia ao Município planejar antecipadamente a substituição dos trabalhadores terceirizados.Com a decisão, o Município deverá substituir as contratações temporárias nos cargos em que existam concurso público vigente, vaga legalmente aberta e candidato aprovado dentro do número de vagas previsto no edital. A convocação e a nomeação deverão respeitar a ordem de classificação.A substituição deverá ocorrer em prazo razoável de transição, a ser fixado para preservar a continuidade dos serviços públicos de saúde. O período de transição, contudo, não poderá ser utilizado para manter indefinidamente as contratações temporárias.O Tribunal também manteve a proibição de novas contratações temporárias para cargos com concurso público vigente e a determinação de atualização do lotacionograma dos cargos e funções da área da saúde.A decisão foi proferida por unanimidade pela Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no julgamento de agravo de instrumento interposto pelo Ministério Público.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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