Mato Grosso

Laboratório para projetos científicos com base na Cultura Maker é desenvolvido com o apoio da Fapemat

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Um laboratório destinado à criação de projetos científicos, embasados na Cultura Maker – uma extensão do “Do It Yourself” (faça você mesmo) -, o FabFis Lab foi desenvolvido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), por meio do edital Extensão Tecnológica: Conhecimento a Serviço da Sociedade.

O espaço fica no Instituto de Física da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), permitindo que os estudantes do curso de licenciatura testem protótipos desenvolvidos para o ensino médio da rede estadual, como experimentos de ondas, lançamento oblíquo e conservação de momento. O trabalho faz parte dos estágios supervisionados nas escolas públicas do estado.

A Cultura Maker trabalha com o conceito de que qualquer pessoa pode desenvolver projetos científicos. A ideia é aproveitar tecnologias como a impressão 3D, eletrônica e programação para criar produtos com soluções reais para problemas que afetam a vida das pessoas. A partir dessas ações, podem surgir empreendimentos, como as já conhecidas startups.

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O objetivo é estabelecer uma estrutura permanente do Laboratório de Fabricação no Instituto de Física da UFMT, com potencial para expansão e captação de recursos do setor privado, construindo uma rede colaborativa para o desenvolvimento de soluções e novas tecnologias, ampliando parcerias com a comunidade de inovação.

O coordenador do projeto, professor Marcio Fernando Cornelio, enfatizou que, esse conceito que se destaca como catalisador desses elementos, vai além do “faça você mesmo”, promovendo a ideia de “faça com os outros”, estabelecendo redes colaborativas de experiências científicas.

Também participaram deste projeto os professores Marcelo Marchiori e João Marquês. De acordo com João Marquês, o projeto é uma prova concreta de como a educação pode ser transformada por meio da colaboração, dedicação e criatividade, e seus resultados já estão fazendo a diferença nas salas de aula e laboratórios de todo o estado, permitido o desenvolvimento de iniciativas inovadoras.

“Essa estrutura é a base para a realização de oficinas, a criação de projetos e a disseminação da cultura maker, estendendo toda rede pública de ensino do estado, atendendo a mais de 20 mil alunos, impactando positivamente, por meio da capacitação de professores e da promoção de práticas pedagógicas inovadoras”, concluiu.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

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Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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