Mato Grosso

LabFilmes Roo vai oportunizar formação gratuita em audiovisual em Rondonópolis

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Interessados em atuar no setor audiovisual de Mato Grosso podem participar de uma série de cursos gratuitos disponibilizados pelo Laboratório de Cinema e Publicidade de Rondonópolis, o LabFilmes Roo, viabilizado com recursos do edital MT Criativo, da Política Nacional Aldir Blanc Ciclo I, executado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

O lançamento está marcado para 10 de abril, a partir das 18h, no Hotel Nacional Inn, em Rondonópolis. O evento é gratuito, aberto ao público, e marca o início de uma programação de cursos e atividades de formação voltadas à qualificação de profissionais e interessados no setor audiovisual. A abertura ao público está prevista com coffee. Na sequência, vão ser exibidos os curta-metragens “As Memórias Que Eu Não Queria Ter” e “Yanumakalu”, seguidos do documentário “Casa Xingu”. A partir das 19h, acontece o anúncio oficial do projeto e a abertura da mesa de convidados.

A programação inclui palestras sobre comunicação, mercado e produção audiovisual no interior do Estado e conta com explanações da jornalista Ana Sampaio, que vai falar sobre as expectativas do agronegócio em relação à imprensa e à publicidade em Mato Grosso. Em seguida, o diretor de fotografia Marcelo Biss aborda os rumos do audiovisual no Estado e as conexões entre capital e interior.

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Já o diretor e roteirista Wanderson Lana discute os desafios e potencialidades do cinema nacional realizado no interior de Mato Grosso. O encerramento da programação de palestras vai contar participação nacional com Anna Andrade, da Tarrafa Filmes, com explanação sobre o que plataformas de streaming e canais de televisão que buscam produções brasileiras.

Conforme o coordenador pedagógico do projeto, Cassyo Anders, a iniciativa busca ampliar oportunidades no setor audiovisual. “Realizar um projeto dessa magnitude em Rondonópolis é a realização de um sonho e de muitos anos de trabalho de artistas e coletivos da cidade e de Mato Grosso. O nosso projeto vai ofertar formação teórica e prática para preparar e conectar profissionais do audiovisual com o mercado do trabalho, ações autorais ou projetos independentes”, destaca.

Um dos idealizadores da LabFilmes Roo, Paulo Yoshihara, da Rocky Filmes, destaca que a proposta é aproximar os participantes da realidade de grandes produções. “A ideia é tentar trazer um pouco do set de uma grande produção, a experiência dessas produções grandes e qualificar os profissionais de cada área dentro do set, desde um roteirista, maquiador, diretor de fotografia, gaffer, maquinista e profissionais de produção”.

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Além do lançamento, a LabFilmes Roo ofertará cursos e workshops ao longo de 2026, com temas como roteiro, atuação, produção, direção de arte, som direto, maquiagem e figurino, direção de fotografia, produção para mídias digitais, elaboração de projetos e direção cinematográfica. Entre os destaques está o workshop “Distribuição de Filmes Independentes no Brasil e no Mundo”, com a palestrante nacional Anna Andrade, em 11 de abril, com vagas limitadas. A programação inclui formações com nomes como Juliana Capilé, Franciesca Dinarte, Edilene Rodrigues, Ricardo Porto, Ally Rangel, Kayra Ribas, Nathania Carbonato e Juliana Segóvia, além de laboratórios de cinema e publicidade previstos para dezembro.

Executado no Estado pela Secel-MT, o edital MT Criativo viabilizou mais de R$ 7 milhões em recursos para 71 projetos. Na categoria Laboratórios de Economia Criativa, cada projeto recebeu R$ 300 mil.

Para obter mais informações, basta acessar a página no Instagram: @labfilmesroo.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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