‘O governador Mauro Mendes ratificou, nesta segunda-feira (22.05), que o Governo de Mato Grosso não vai tolerar invasões de terras no Estado, e que as forças de segurança estão agindo de forma rápida para evitar esse crime.
“O que vimos no Araguaia são grileiros profissionais, é crime organizado, provavelmente. Tinha carreta, contêiner, carro de luxo, uma mega estrutura, ou seja, não tinha cara de ser sem-terra. Esses criminosos estão achando que vão se criar aqui em Mato Grosso, mas vão para cadeia”, afirmou o governador, se referindo à prisão de 12 pessoas, no sábado (20.05), suspeitas de invadir uma fazenda, localizada a 70 km de Ribeirão Cascalheira.
“A invasão de terras, o esbulho possessório, é um crime previsto na legislação e nós estamos combatendo. A polícia está indo lá em 24 horas, vai tirar, vai prender e colocar para correr aqueles que estiverem abusando desse limite. Quem quer lutar pela terra que faça o procedimento por meio legal”, acrescentou o governador.
Os suspeitos foram presos por policiais militares e civis dos municípios de Água Boa, Canarana, Ribeirão Cascalheira e Nova Xavantina. A ação foi a quarta tentativa frustrada de invasão de terras na Região do Araguaia este ano.
Entre os suspeitos, sendo três mulheres e nove homens, dois são policiais militares da reserva. Um dos policiais presos estava armado com um revólver, que foi apreendido junto com munições.
Na ação, os policiais apreenderam também uma carreta, um carro e dois contêineres refrigerados, que seriam utilizados como alojamentos. Os suspeitos, veículos e equipamentos apreendidos foram levados para a delegacia de Ribeirão Cascalheira.
“Estou muito feliz com o trabalho das nossas forças de segurança, sob diversos aspectos. Em 2023, o Governo de Mato Grosso já deflagrou dezenas de operações contra o crime organizado, mostrando uma forte determinação para combater os criminosos. E nós fizemos um compromisso, que teremos tolerância zero com o crime aqui no Estado”, finalizou Mauro Mendes.
A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.
Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.
As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.
As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.
Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.
Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.
As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.
Valquíria
O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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