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Intermat fecha 2025 com mais de 2,3 mil títulos entregues e consolida modernização digital na regularização fundiária

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O Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) encerra 2025 com um balanço positivo marcado pela ampliação das entregas e pela consolidação de um novo modelo de atendimento baseado na modernização digital.

Ao longo do ano, a autarquia entregou 2.331 títulos de propriedade, sendo 1.868 urbanos e 463 rurais, reforçando a política de regularização fundiária como instrumento de cidadania, desenvolvimento e segurança jurídica no Estado.

Um dos principais marcos do ano foi o lançamento da Maitê, a primeira ferramenta de inteligência artificial do Intermat, apresentada em fevereiro. Integrada ao novo modelo de atendimento virtual, a assistente digital permite que cidadãos obtenham respostas imediatas sobre os serviços da autarquia, como documentação necessária para regularização fundiária urbana ou rural, além de orientações sobre o andamento de processos já em tramitação.

O acesso é feito diretamente pelo site oficial do Intermat ou pelo WhatsApp institucional, ampliando o alcance e reduzindo barreiras no atendimento ao público.

A medida simboliza um avanço mais amplo no processo de transformação digital da autarquia, que ao longo de 2025 investiu na simplificação de fluxos internos, na padronização de procedimentos e no uso da tecnologia para dar mais transparência, agilidade e eficiência às ações de regularização fundiária em Mato Grosso.

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Neste ano, o órgão completou 50 anos de existência e marcou a data com um evento que contou com participação do governador Mauro Mendes e de gestores da autarquia. A solenidade, realizada no Palácio Paiaguás, apresentou palestras que deram ênfase nos principais avanços da atual gestão.

Segundo o governador Mauro Mendes, a entrega do título definitivo vai além do documento, pois assegura segurança jurídica, possibilita o acesso a linhas de crédito e fomenta o desenvolvimento econômico.

Outro ponto destacado foi o Sistema de Gestão de Informação Fundiária (SGINF). Trata-se de um sistema de gestão voltado a aproximação do cidadão às informações de processos e serviços que o órgão oferece, permitindo que ele possa acessar, consultar e solicitar serviços fundiários por meio do MT Cidadão, garantindo a transparência e comunicação com os usuários de maneira mais eficiente.

O presidente do Intermat, Francisco Serafim, afirmou que a modernização resultou em avanços concretos, refletidos em indicadores relevantes. “A autarquia encerra o ano reafirmando seu papel estratégico na política fundiária de Mato Grosso. Nos próximos anos, a meta é continuar acelerando os processos e realizar o sonho dessas famílias que anseiam pelo documento definitivo geralmente por muitos anos”, declarou.

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Um dos beneficiados, após espera de longa data, é o morador Adão Tancredo Neves, que celebrou a entrega do documento definitivo e não escondeu a emoção ao receber a titulação. A conquista marca o fim de anos de expectativa e garante segurança jurídica à família.

“Fico feliz em receber, né. Agora somos donos da terra, agradeço ao governador e a toda equipe do Intermat que trabalhou justamente em prol da nossa estrutura”, disse.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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