Entre os meses de janeiro e agosto deste ano, o índice de ocorrências de roubos em propriedades rurais reduziu 30% em Mato Grosso na comparação com o mesmo período de 2023, de acordo com dados do Observatório de Segurança Pública (OBS-MT).
Nesses primeiros oito meses de 2024, o número de queixas caiu de 130, em 2023, para 91 neste ano.
As estatísticas dessa modalidade registra quedas significativas com a implantação dos serviços da Patrulha Rural em todos os municípios do Estado. Esse reforço especializado do policiamento foi criado estrategicamente pelo Governo do Estado para o setor de produção agropecuária.
Dados de 2023, por exemplo, apontaram redução de 26% na comparação com 2022. Nesses dois anos, o número de casos de roubos em propriedades rurais caiu de 245, em 2022, para 181, em 2023.
Somente em 2023, a Patrulha Rural recebeu cerca de R$ 18 milhões em investimentos em viaturas, fardamentos, armamentos e munições, e passou a usar o georreferenciamento no monitoramento das áreas rurais.
Nesse mesmo ano, os policiais militares que atuam na Patrulha fiscalizaram cerca de 240 mil propriedades e percorreram cerca de 620 mil quilômetros por todo território rural mato-grossense, fazendo os serviços de patrulhamento tático e ostensivo, de acordo com informações da Polícia Militar.
Como parte dos serviços, a Patrulha Rural também coordena um trabalho preventivo com visitações, orientações e cadastramento para o georreferenciamento e aproximação das forças policiais com a população.
Para o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, a Patrulha Rural já é um marco do Governo do Estado no setor da Segurança Pública e um serviço que se tornou fundamental no campo e nas comunidades rurais, não importa o tamanho da propriedade.
“Sabemos da importância da Patrulha Rural e temos não apenas assegurado a presença das equipes policiais, mas ampliado as ações de segurança como outras iniciativas. O Programa Vigia Mais Mato Grosso, por exemplo, está firmando parcerias com associações e empresas e levando câmeras de videomonitoramento para comunidades, vias públicas e áreas do entorno de propriedades rurais para reforçar a segurança”, destaca Roveri.
A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva. Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres. Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania. A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura. Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento. O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas. Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses. Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.
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