Mato Grosso

Hospital Regional de Sinop atende 53 vítimas de violência em dois anos

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O Hospital Regional de Sinop, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), atendeu 53 vítimas de violência em sua Sala Lilás nos últimos dois anos.

O local é exclusivo para mulheres e menores de idade internados por causa de casos de violência e foi criado durante o “Agosto Lilás”, em 2023, mês de campanha nacional de conscientização e combate à violência doméstica e feminicídio.

As situações das pacientes atendidas envolvem diferentes formas de violência, como sexual, física e automutilação.

A sala oferece atendimento com profissionais capacitados para realizar um acolhimento humanizado, sigiloso e integrado com mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência, garantindo a preservação da identidade das pacientes.

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, o “Agosto Lilás” é uma oportunidade de intensificar os cuidados, mas também a luta contra a violência doméstica, que deve ser constante e diária.

“A criação da Sala Lilás demonstra o compromisso da SES com a proteção e a dignidade de todas as mulheres vítimas de violência. O projeto é pioneiro no Hospital Regional de Sinop, mas já está em fase de implantação nos demais hospitais da Rede Estadual”, informou.

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Segundo o diretor do Hospital Regional de Sinop, Jean Carlos Alencar, a sala foi projetada para proporcionar um ambiente seguro e acolhedor, onde as pacientes se sintam confortáveis para relatar o ocorrido. As mulheres são levadas diretamente para o local, sem necessidade de contar os detalhes da situação de violência sofrida.

“O atendimento é feito por uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que atuam de forma simultânea. Assim, a vítima narra sua experiência apenas uma vez, evitando reviver o trauma diversas vezes diante de diferentes profissionais. O serviço é oferecido durante todo o período de internação da paciente. Enquanto ela permanecer no hospital, toda a estrutura assistencial da unidade estará à disposição dela”, destacou.

Conforme o diretor, o espaço é apoiado pela Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Sinop, que é composta por entidades de diversos segmentos da sociedade, como hospitais, prefeitura, Poder Judiciário e forças de segurança.

As pacientes que precisam do atendimento também podem ser encaminhadas ao hospital por meio do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil ou Militar.

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“Tivemos a ideia de criar essa sala para acolhimento porque as mulheres ficavam expostas na emergência junto com outros pacientes. Desde então, toda a equipe de enfermagem abraçou o projeto. Com isso, o Hospital Regional fortalece o suporte às vítimas, oferecendo não apenas atendimento médico, mas também suporte psicológico e social”, concluiu Alencar.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Promotoria executa TAC e cobra R$ 1 milhão de frigorífico

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da promotora de Justiça Graziella Salina Ferrari, da Promotoria de Justiça Cível de Colíder (631 km), ajuizou duas ações de execução de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) contra a Indústria Frigorífica Boa Carne Ltda. em razão do descumprimento de obrigações assumidas pela empresa após a constatação de lançamento irregular de efluentes no Rio dos Peixes. Uma das ações busca a execução de obrigação de fazer para que a empresa adote medidas efetivas visando a assegurar a correta destinação de efluentes e impedir novos lançamentos de efluentes em cursos d’água. A outra requer o pagamento de R$ 1 milhão referente à cláusula penal prevista no TAC firmado entre as partes em julho de 2022. O acordo foi celebrado após investigação instaurada pelo Ministério Público para apurar o lançamento de efluentes oriundos da estação de tratamento do frigorífico diretamente no Rio dos Peixes, fato constatado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) em 2021. Na ocasião, a empresa comprometeu-se a assegurar a correta destinação dos efluentes gerados pelo empreendimento e impedir a repetição da conduta irregular. O TAC também previu multa de R$ 500 mil para cada novo despejo irregular de efluentes em curso d’água por culpa da empresa. Segundo o MPMT, após a celebração do acordo foram registradas duas novas ocorrências que caracterizam descumprimento das obrigações assumidas. A primeira foi identificada durante fiscalização realizada pela Sema em setembro de 2023, quando técnicos constataram o escoamento de líquido de coloração escura em direção a um curso d’água sem a devida autorização ambiental para lançamento de efluentes. O caso resultou na lavratura de auto de infração.A segunda ocorrência foi constatada em março de 2024. Conforme relatório técnico da fiscalização ambiental, o sistema de tratamento de efluentes do empreendimento apresentou transbordamento das lagoas de contenção, fazendo com que os resíduos alcançassem área externa ao sistema e fossem carreados até um curso d’água. A situação motivou a lavratura de novo auto de infração.Na ação de execução por quantia certa, o MPMT sustenta que os dois episódios constituem fatos independentes, apurados em fiscalizações distintas e ocorridos após a assinatura do TAC. Dessa forma, requer a cobrança de duas multas contratuais de R$ 500 mil cada, totalizando R$ 1 milhão. A promotora de Justiça também pediu que os valores sejam revertidos ao Fundo Municipal do Meio Ambiente. Já na execução da obrigação de fazer, a promotora de Justiça requer que a empresa apresente, em 30 dias, plano técnico elaborado por profissional habilitado contendo diagnóstico das falhas identificadas pela fiscalização ambiental, medidas corretivas adotadas e ações necessárias para garantir a destinação adequada dos efluentes. Também foi solicitado o cumprimento integral das obrigações assumidas no TAC, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.Além das execuções judiciais, tramitam na Promotoria de Justiça dois inquéritos civis para apurar outros ilícitos ambientais atribuídos ao frigorífico. Um investiga possíveis irregularidades relacionadas ao funcionamento do empreendimento em desacordo com a licença ambiental, lançamento de efluentes em curso d’água sem autorização e descarte inadequado de resíduos sólidos oriundos do processo produtivo. Já o segundo inquérito civil apura fatos constatados pela Sema durante fiscalização realizada em março de 2024, incluindo o lançamento de resíduos sólidos in natura a céu aberto e o descumprimento de condicionantes ambientais relacionadas ao funcionamento do sistema de tratamento de efluentes, cujo mau funcionamento teria provocado o transbordamento das lagoas e o carreamento de efluentes para curso d’água. Antes do ajuizamento das execuções foram realizadas tentativas de solução consensual para regularização das irregularidades identificadas. “Não houve resposta conclusiva da empresa às propostas apresentadas, tornando necessária a adoção das medidas judiciais para garantir o cumprimento das obrigações ambientais assumidas e a responsabilização pelos descumprimentos constatados”, destacou a promotora de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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