Mato Grosso

Homem é preso e três adolescentes são apreendidos por associação, tráfico e porte ilegal de arma

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Três adolescentes foram apreendidos e um homem foi preso, na madrugada desta segunda-feira (03.06), suspeitos por associação criminosa, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, em Sorriso (397 km de Cuiabá). Na ação, policiais militares da Força Tática, do 12º Batalhão, apreenderam 31 porções de substância análogas à cocaína, pasta base, uma arma de fogo tipo garrucha, três cartuchos e R$ 200 em espécie.

Segundo o boletim de ocorrência, os policiais receberam informações de que os suspeitos seriam responsáveis pelo comércio ilegal de tráfico de drogas, em um bar na Rua São Lucas, no bairro Jardim Primavera. No momento da denúncia, por volta das 1h30, apenas dois dos suspeitos estariam no estabelecimento comercial.

Em seguida, as equipes se deslocaram até o bar e identificaram os suspeitos. Com eles, os militares apreenderam diversas porções de cocaína e pasta base.

Aos militares, a dupla confessou a prática do tráfico e indicou outros dois suspeitos, que estariam em uma residência localizada na Rua Santo Amaro, no bairro São José. Ainda, disse que no local havia mais entorpecentes e uma arma de fogo.

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Chegando próximo da residência, os policiais flagraram um homem que estava em frente ao imóvel, que tentou fugir da abordagem. Já o quarto suspeito foi localizado dentro da casa.

Ainda no local, as equipes apreenderam outras porções de cocaína, uma arma de fogo, três munições e uma quantia em dinheiro. A quadrilha, os entorpecentes e arma de fogo foram encaminhadas à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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