O Governo de Mato Grosso entregou, na tarde desta segunda-feira (30.3), a modernização e ampliação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O prédio recebeu o total de R$ 51,4 milhões em investimentos de infraestrutura.
“Ter prédios como esse, ambientes de trabalho melhores, torna o serviço público mais eficiente. Tornando o serviço público mais eficiente, ele vai prestar um serviço melhor, com mais qualidade, com o menor custo para o cidadão. Nós investimos em prédios públicos, em escolas, em hospitais, em cadeias”, destacou o governador Mauro Mendes.
Dos 6,6 mil metros quadrados totais de área modernizada, 2,4 mil metros quadrados foram exclusivamente de ampliação.
Com o incremento da área construída, foi possível construir espaços adaptados para o Núcleo de Inteligência, a Central de Regulação, o núcleo do programa de Saúde Digital, além de salas de situação e de reunião.
O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, relembrou o dia em que assumiu a pasta, em 2019, e ficou triste ao ver de perto a estrutura precária.
“Na primeira conversa que eu tive com os servidores, eu fiz uma promessa: que nós deixaríamos essa Secretaria como uma das melhores secretarias do Governo de Mato Grosso e uma das melhores Secretarias de Saúde do Brasil. É assim que eu me sinto neste dia, fazendo o cumprimento de uma promessa”, afirmou.
“A SES passou por uma ampliação e modernização completa em toda a sua infraestrutura, que agora conta com ambientes adequados às reais necessidades dos profissionais e salas equipadas com o que há de mais moderno em tecnologia”, concluiu a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da SES, Mayara Galvão.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (20.5), em Rondonópolis, a Operação Stop Hate, para cumprir cinco ordens judiciais no âmbito de investigações que apuram os crimes de perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada contra autoridades públicas dos poderes Legislativo e Executivo. Os ataques são praticados por meio de redes sociais.
Na operação, são cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar e duas medidas cautelares diversas, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
O cumprimento das ordens judiciais é coordenado por equipes da DRCI e conta com apoio da Delegacia Regional e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Investigações
A apuração dos fatos teve início após a denúncia de que perfis da rede social Instagram estavam realizando manifestações contra a honra de políticos e outras autoridades públicas, extrapolando os limites da liberdade de expressão e incidindo em crimes contra a honra e perseguição.
As investigações conduzidas pela DRCI identificaram a utilização de perfis em redes sociais para publicação reiterada de conteúdos ofensivos, difamatórios e injuriosos contra as vítimas, com indícios de prática sistemática de ataques virtuais e perseguição digital.
Em uma das publicações do perfil, houve a imputação falsa do crime de homicídio a um secretário municipal de Rondonópolis. Não existe nenhuma investigação contra o gestor. Em outras publicações, foram feitas acusações sem comprovação de corrupção contra integrantes do Poder Executivo do município. Também foram disseminados vídeos e imagens criadas por inteligência artificial tratando as vítimas de forma vexatória.
A investigação também comprovou que o perfil administrado pelos alvos acusou um deputado estadual de ter como “testa de ferro” um secretário municipal de Rondonópolis. A expressão “testa de ferro” é usualmente empregada para se referir a quem utiliza outra pessoa para desenvolver atividades ilícitas, o que gerou abalo à honra do deputado.
Ordens judiciais
Com base nos elementos apurados, foi possível chegar aos responsáveis por uma empresa ligada aos perfis da rede social, nos quais eram divulgadas imagens, vídeos e informações inverídicas e de tom jocoso contra as vítimas. Diante das evidências, foi representada pela expedição das ordens judiciais contra os investigados, posteriormente deferidas pela Justiça.
As ordens judiciais incluem buscas em endereços ligados aos investigados e autorização para apreensão e análise de dispositivos eletrônicos, como celulares, computadores e mídias digitais, com foco na preservação de provas e no aprofundamento das investigações.
Também foram determinadas medidas cautelares proibindo novas publicações relacionadas às vítimas identificadas, além da proibição de contato entre os envolvidos.
Segundo o delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior, as medidas foram deferidas diante da necessidade de interromper a continuidade das condutas criminosas, preservar elementos probatórios digitais e garantir a efetividade da investigação criminal.
“Além disso, com a apreensão dos dispositivos, será realizado o encaminhamento à Politec para realização da perícia, inclusive dos conteúdos que possam trazer informações e novas provas dos crimes em apuração”, disse o delegado.
As investigações seguem em andamento e outras medidas poderão ser adotadas no decorrer da apuração.
Nome da operação
O termo em inglês “Stop Hate” significa literalmente “pare o ódio”. Nas redes sociais, é utilizado como lema de um movimento global de conscientização, cujo objetivo é combater o discurso de ódio (hate speech) e a disseminação de informações falsas (fake news) na internet.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, para o combate à atuação de grupos criminosos envolvidos em diferentes crimes.
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