Mato Grosso

Governo de MT investe mais de R$ 36 milhões em reformas das unidades do Detran em MT

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Desde o início da atual gestão, em 2019, o Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 36 milhões em obras de revitalização, acessibilidade e manutenção predial das unidades do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de todo o Estado.

Apenas na sede matriz do Detran, em Cuiabá, foram investidos mais de R$ 14 milhões na reforma, revitalização, ampliação e acessibilidade de todo o complexo.

“A prioridade da gestão atual é desburocratizar os serviços da autarquia no Estado, bem como proporcionar melhores condições de trabalho para o servidor e de atendimento ao cidadão que busca pelas unidades do Detran em todo o Estado”, afirmou o presidente do Detran, Gustavo Vasconcelos.

Atendimento ao público na sede do Detran-MT, em Cuiabá

O restante do valor, mais de R$ 21 milhões, foi empregado nas reformas e manutenção de 29 unidades do interior do Estado. “Há muito tempo eu não vinha ao Detran pessoalmente e me espantei em ver como está diferente, mais bonito, organizado e com mais acessibilidade”, comentou o advogado Renan Brito.

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Somente em 2025, seis unidades do Detran no interior do Estado foram entregues totalmente repaginadas, após passarem por reforma completa. São elas: 7ª Ciretran de Alto Araguaia, 17ª Ciretran de Nortelândia, 23ª Ciretran de Juara, 31ª Ciretran de Canarana, 60ª Ciretran de Brasnorte e 61ª Ciretran de Confresa.

23ª Ciretran de Juara-MT

Entre as melhorias realizadas, estão a estrutura, a alvenaria, a pintura, as esquadrias metálicas, os revestimentos, as instalações elétricas, a rede lógica, hidráulica e sanitária, a urbanização, os pavimentos, o reparo de calçadas para adequação à acessibilidade, os muros e outros reparos necessários para melhor atender à população.

Ainda em 2025, deverão ser concluídas as reformas da 20ª Ciretran de Alta Floresta, da 27ª Ciretran de Pontes e Lacerda e da 57ª Ciretran de Sapezal.

Outras unidades estão com reformas em andamento, como a 5ª Ciretran de Várzea Grande, a 11ª Ciretran de Guiratinga, a 32ª Ciretran de Peixoto de Azevedo, a 40ª Ciretran de Primavera do Leste, a 9ª Ciretran de Diamantino e a 21ª Ciretran de São Félix do Araguaia.

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61ª Ciretran de Confresa-MT

“As reformas das unidades são essenciais para a manutenção predial e para uma boa prestação de serviço à população”, afirma o coordenador de Obras e Engenharia do Detran, Edno Martimiano de Carvalho.

Além das reformas, mais seis novas unidades do Detran deverão ser construídas nos municípios de Barra do Garças, Campo Verde, Lucas do Rio Verde, Sinop, Sorriso e Tangará da Serra.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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