O Governo de Mato Grosso inaugurou, nesta quarta-feira (11.2), a construção da Escola Estadual Professora Maria Hermínia Alves, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A unidade recebeu investimento de R$ 11,6 milhões e passa a reforçar a infraestrutura educacional em uma das regiões mais populosas da Capital.
De acordo com o governador Mauro Mendes, “essa é mais uma unidade de alto padrão entregue pelo Governo. Ela não perde em nada para as particulares em termos de estrutura, tecnologia e profissionais capacitados. Estamos proporcionando ao filho do trabalhador uma educação que, antes, só conseguia acesso quem tinha dinheiro para pagar”.
“Essa é uma política contínua do nosso Governo, para que nossas escolas tenham estruturas atrativas que proporcionem um ambiente de trabalho melhor aos profissionais de Educação e, em consequência, um avanço no ensino”, concluiu.
Com 16 salas de aula e área construída de 3.181,69 m², a escola foi projetada para atender até 480 estudantes por turno e beneficiar 902 alunos, organizados em 30 turmas.
A entrega integra a estratégia de modernização da rede estadual, com foco na ampliação de vagas e na melhoria das condições de ensino e aprendizagem.
A inauguração no CPA se soma a um pacote maior de obras que vem reposicionando o padrão de infraestrutura escolar no Estado.
Em 2026, a gestão destaca, por exemplo, a construção de sete Colégios Estaduais Integrados (CEIs), com investimento superior a R$ 151 milhões, e a meta de 32 CEIs no biênio 2025–2026, estimada em R$ 696,9 milhões.
Segundo balanço da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), até 2025 o Estado já entregou 46 escolas novas e mantém outras 65 em construção; além disso, 100 escolas passaram por reformas desde 2019 e outras 94 seguem em execução.
No recorte de 2019 a 2025, os investimentos em obras concluídas somam R$ 497,1 milhões e as obras em execução representam R$ 884 milhões, totalizando R$ 1,38 bilhão em infraestrutura educacional no período.
O secretário de Educação, Alan Porto, afirmou reconhecer o empenho do governador Mauro Mendes e do vice-governador Otaviano Pivetta em acelerar investimentos que por décadas ficaram no papel.
“A Educação ganhou velocidade, planejamento e execução, e isso aparece nas obras entregues, nas que estão em andamento e no padrão das novas unidades”, disse ele.
A dona de casa Tuane Santana, mãe do estudante Gustavo Santana, matriculado no 8º ano E, destacou a importância da reforma para a comunidade escolar. Segundo ela, o filho estuda na unidade desde o 4º ano e já presenciou a antiga estrutura do prédio, que apresentava sinais de desgaste e deterioração.
“Era uma escola que já precisava de melhorias. Agora está tudo muito bonito, com refeitório, quadra, salas com ar-condicionado e cadeiras novas. Dá para ver que foi tudo feito com cuidado”, afirmou. Para Tuane, a nova estrutura impactará diretamente no desempenho dos alunos. “Um ambiente confortável e organizado influencia muito no aprendizado. Estou muito feliz com essa mudança”, completou.
O estudante Lucas Benevides, de 14 anos, aluno do 9º ano G, também ressaltou a satisfação com a nova estrutura escolar. Na unidade há três anos, ele comparou o antigo prédio, de modelo mais antigo, com o espaço recém-entregue. “Eu via outras escolas sendo reformadas e a nossa não. Este ano viemos para essa nova estrutura e eu gostei muito. Está tudo novo, as salas são melhores, têm ar-condicionado, ficou muito bom”, afirmou. Para Lucas, a modernização contribui diretamente para um melhor desempenho educacional e mais motivação para os estudos.
O superintendente militar Romero Cássio, da Marinha do Brasil, que atuava na Capitania e, agora ajuda na gestão escolar, também destacou a transformação da unidade escolar. Segundo ele, quando chegou à cidade, a escola ainda funcionava em um prédio antigo, realidade que mudou com a nova estrutura.
“Hoje vemos uma escola de primeiro mundo, com salas climatizadas e um refeitório que aumentou imensamente. São oito aparelhos de ar-condicionado, além de uma recepção organizada para os alunos, inclusive nos horários das refeições”, afirmou.
Também participaram da solenidade, o secretário chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, os deputados estaduais Max Russi, Elizeu Nascimento, Diego Guimarães, vereador Dilemário Alencar e os prefeitos de Terra Nova do Norte e Alta Floresta, Pascoal Alberton e Giovan Damo, respectivamente.
O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) informa que o período do vazio sanitário da soja em Mato Grosso da safra 2025/26 já está em vigência. O período que proíbe a existência de qualquer estágio vegetativo de soja, visando diminuir incidência da ferrugem asiática, começou na segunda (8.6) e vai até o dia 06 de setembro, conforme previsto na Instrução Normativa Conjunta nº 001/2026 entre o Indea e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Durante o período de 90 dias de vigência da fase proibitiva de plantio de soja, o Indea realizará fiscalizações nas propriedades produtoras para verificar se o vazio sanitário está sendo cumprido.
A medida fitossanitária foi instituída pelo Indea em 2006, por sugestão de produtores e pesquisadores que perceberam a necessidade de controlar a principal doença da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, além de outras pragas e doenças da cultura.
O fungo que causa a ferrugem asiática da soja precisa de hospedeiro vivo (plantas vivas de soja) para se desenvolver e multiplicar, ao eliminar as plantas de soja na entressafra quebra-se o ciclo do fungo, retardando o surgimento da doença na safra seguinte.
A ferrugem asiática provoca a desfolha precoce da planta, impedindo a completa formação dos grãos, o que gera redução na produtividade, sendo considerada uma praga de importância econômica para Mato Grosso.
O produtor rural que foi pego descumprindo está sujeito a multa 30 Unidades de Padrão Fiscal (UPFs), no valor atual de R$ 7.855,20, mais 02 UPFs por hectare da área reservada ao plantio.
Produção
Dados do Indea demonstram que a cultura se encontra em expansão no Estado. Na safra 2024/2025 foram cadastradas 16.324 unidades de produção (UPs), com total de área de 11.353.852 hectares. Já na safra 2025/2026 foram cadastradas 16.610 UPs, com uma área de 11.706.361 hectares, resultando em um incremento de 352.509 hectares de soja.
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