O Governo de Mato Grosso entregou a reforma e ampliação da Escola Estadual Cívico Militar Virgílio Corrêa Filho, na manhã desta segunda-feira (13.10), no município de Nova Mutum (a 240km de Cuiabá).
Com investimento de R$ 7,4 milhões, a unidade vai beneficiar mais de 1.560 estudantes. A unidade conta com 26 salas de aula, biblioteca, quadra poliesportiva, refeitório, vestiário, pórtico de entrada e demais espaços administrativos e pedagógicos.
Representando o governador Mauro Mendes, o vice-governador, Otaviano Pivetta, esteve presente na cerimônia de inauguração e comentou sobre o sentimento ao visitar a escola com as novas melhorias.
“Um sentimento de conquista. É satisfatório ver todo o investimento feito em algo que fará bem para o futuro dos nossos estudantes. Vejo nesse ambiente escolar uma boa direção, estudantes com os olhos brilhando e muita dedicação dos gestores. Sentimento de conquista e alívio por saber que os estudantes estão bem acolhidos”, destacou Pivetta.
Com a ampliação, a escola passa a contar com 26 salas de aula em uma área de intervenção de 2.063,00 m². A capacidade é para atender 1.560 alunos, distribuídos em 720 por turno, período da manhã e tarde, oferecendo melhores condições de aprendizado, lazer e alimentação.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, comentou sobre a diferença da infraestrutura antiga com a atual, impactando 100% no dia a dia dos estudantes.
“Era péssima a estrutura anterior. Hoje, entregamos uma estrutura totalmente diferente. Uma ampliação de nota 10, mais iluminada, ambiente acolhedor e mais aconchegante, enfim, tudo que os estudantes precisam para o ensino de qualidade. Não é só entregar uma escola, é entregar uma escola com amor, inclusão, respeito e dignidade”, destacou.
O prefeito do município, Leandro Félix, destacou a importância dessa inauguração para a comunidade. “A Vírgilio foi construída em 2008 e, na época, serviu muito bem à população. Porém, com o tempo foi necessário fazer uma nova estrutura e o secretário Alan Porto aceitou assim que foi proposto. Que investimento bem feito aqui. É algo que mudou a vida dos estudantes”, disse.
Para a estudante do 9° ano do ensino fundamental, Aline Barbosa, com a reforma, o prazer em estudar aumentou. “A gente tem uma quadra de areia na escola, as novas salas estão modernas, delicadas, lindas. Agora, fica até mais fácil de estudar, porque além da reforma e ampliação, temos todos os materiais didáticos necessários para os nossos estudos”, disse.
Também participaram da cerimônia de inauguração, os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil) e César Roveri (Sesp), a suplente de senadora Margareth Buzetti, além de autoridades do município.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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