O Governo de Mato Grosso inaugurou nesta sexta-feira (29.11) duas obras de asfaltamento de estradas municipais, realizadas em parceria com a Prefeitura de Sinop. O asfalto novo em 21 quilômetros da Estrada da Nanci e em mais 8,1 km da Estrada Ângela vão melhorar a logística da população de Sinop e de todos aqueles que querem chegar ao município.
O Estado repassou R$ 32,9 milhões para a prefeitura, que entrou com contrapartida para realizar as obras.
“Esse é um Estado que ajuda Sinop a fazer o desenvolvimento que a cidade precisa”, afirmou o prefeito Roberto Dorner durante as inaugurações. “Nós queremos estar junto com o Governo, para que possamos sempre andar com passos largos para conseguir acompanhar o crescimento da nossa cidade”, completou.
A Estrada da Nanci recebeu um investimento de R$ 33,7 milhões, sendo R$ 30 milhões repassados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). Desse total, R$ 12 milhões são de emenda do deputado Juarez Costa. Os R$ 3,7 milhões foram investido pela Prefeitura de Sinop, que ficou responsável por licitar e realizar a obra.
A rodovia municipal passa pela área rural de Sinop e também permite uma ligação entre o centro da cidade, a partir da Avenida Bruno Martini, até a MT-220, que liga a Juara. Com isso, os viajantes não precisarão mais fazer uma volta pela BR-163.
“Essa é uma estrada importante, que cria uma logística melhor para chegar na MT-220. Mas cria também mais qualidade, mais funcionalidade. Fico feliz porque o trabalho foi feito em parceria e aqui está uma bela obra pronta, com as pessoas usufruindo, criando disposição para continuar com os importantes investimentos para essa região”, disse o governador Mauro Mendes.
Já a Estrada Ângela recebeu um investimento de R$ 5,9 milhões, sendo R$ 2,9 milhões repassados pelo Estado. A Estrada liga a BR-153 até bairros e propriedades rurais da cidade, e também dá acesso à Penitenciária do município.
“São várias obras que o governo, na medida do possível, tem feito as parcerias, colocado recursos para que a infraestrutura no entorno da cidade vá melhorando, não apenas a infraestrutura urbana, criando qualidade de vida para a população”, completou o governador.
O secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, lembrou ainda do convênio para asfaltar a Estrada Adalgisa, já inaugurada, e dos benefícios para toda a região. “Mais uma obra sendo concluída, mais um compromisso sendo cumprido com a cidade de Sinop. São investimentos que vão melhorar muito a qualidade de vida da região”, disse.
O deputado estadual Dilmar Dal Bosco lembrou justamente de outros investimentos realizados pelo Governo do Estado no Norte do Estado, como a MT-140 e a duplicação da BR-163, realizada pela Nova Rota do Oeste, concessionária assumida pelo Estado por meio da MT PAR.
“É a importância das obras estruturantes. Sempre falei que o Governo não pode olhar uma região só, tem que olhar um contexto. Daqui uns dias, toda a região vai estar integrada com a maior ponte de concreto do Estado, algo que sonhamos há muito tempo”, disse.
Também estiveram presentes na inauguração a primeira-dama Virginia Mendes, o prefeito de Tabaporã, Sirineu Moleta, o deputado estadual Silvano Amaral, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes, secretário de Segurança Pública, César Roveri, secretária de Comunicação, Laice Souza, secretário de Educação, Alan Porto, presidente da MT PAR, Wener Santos, chefe da Casa Militar, Fernando Turbino, o presidente da Associação dos Produtores da Estrada Nanci, Rogério Rodrigues, e Mariana Costa, representando o seu pai, deputado federal Juarez Costa.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.