Mato Grosso

Governador destaca importância de agendas internacionais para impulsionar o desenvolvimento em MT

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Em entrevista para a Rádio Mais Brasil UK, em Londres, o governador Mauro Mendes enfatizou a importância de Mato Grosso participar de eventos internacionais, como forma de atrair investimentos e fortalecer as relações comerciais com outros países.

A entrevista foi concedida na manhã desta quinta-feira (31.10).

De acordo com o governador, que foi a Londres participar do LIDE Brazil Conference e também de agendas com empresários e representantes de fundos internacionais, Mato Grosso é um dos Estados brasileiros com maior potencial de atrair investimentos estrangeiros.

“Mato Grosso se encontra preparado para estreitar laços com o mundo. O Estado possui grande potencial no agronegócio, além de se destacar na área de energia renovável. A participação em eventos internacionais é crucial para apresentar as oportunidades que Mato Grosso oferece, impulsionado por sua capacidade de receber investimentos e segurança jurídica. Nosso objetivo é demonstrar essa potencialidade”, afirmou.

Mauro Mendes enfatizou a capacidade de Mato Grosso como um grande fornecedor de alimentos para o planeta.

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“Mato Grosso tem um papel fundamental na segurança alimentar global. O Estado é uma das poucas regiões do mundo com capacidade de dobrar sua produção nos próximos 10 anos, o que é crucial para alimentar uma população mundial em constante crescimento. Com a demanda aumentando, Mato Grosso se torna uma alternativa estratégica para garantir o abastecimento global”, destacou.

Ainda na entrevista, o governador pontuou sobre a importância da preservação ambiental em Mato Grosso, mas alertou que a legislação precisa ser aprimorada para combater crimes ambientais de forma mais eficiente.

“Mato Grosso é um Estado que se destaca não apenas pela sua força no agronegócio, mas também pelo seu compromisso com a preservação ambiental. Mantemos 60% do nosso território totalmente preservado, demonstrando a importância que damos à sustentabilidade. Apesar de termos o Código Florestal, considerada a lei ambiental mais restritiva do planeta, a legislação ainda precisa ser dura, punir os crimes ambientais com mais firmeza e inteligência, garantindo a proteção efetiva do nosso bioma”, completou.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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