O governador Mauro Mendes articula para que a Al Dahra – uma das maiores empresas de agricultura dos Emirados Árabes Unidos – possa fazer investimentos em Mato Grosso.
Mauro se reuniu com o chefe de Assuntos Corporativos e de Sustentabilidade da companhia, Ahmed Saeed Al Suwaidi, além de outros executivos, nesta terça-feira (05.11), em Abu Dhabi.
No encontro, o governador mostrou os potenciais de Mato Grosso no segmento de produção de alimentos, sendo o recordista no Brasil.
“Nós respondemos por 30% da produção do agronegócio brasileiro. E, além de sermos um grande produtor, temos capacidade para dobrar essa produção, se for necessário, sem precisar derrubar uma única árvore”, relatou.
Ahmed destacou que a corporação possui investimentos em diversos países, como Sérvia, Romênia, Índia e Marrocos e no Brasil, mas tem grande interesse em expandir as atividades em áreas plantáveis brasileiras.
De acordo com ele, as informações trazidas pelo governador mostram que Mato Grosso pode entrar na rota de investimentos da companhia.
“Queremos ter atividade no Brasil, hoje é um foco para nós. Trabalhamos com fazendas de no mínimo 10 mil hectares, expandindo para 50 mil, até 100 mil hectares, com plantação em duas safras”, disse.
Ahmed pediu que o governador prestasse mais informações técnicas para a empresa sobre os trâmites necessários para investimentos que de adequem aos objetivos da companhia.
Mauro Mendes afirmou que colocará as equipes técnicas do Governo à disposição para orientar a empresa, tendo em vista que mais investimentos em Mato Grosso resultam em mais empregos e desenvolvimento aos mato-grossenses.
“Vamos manter contato para que possamos encontrar boas oportunidades, pois é do nosso interesse estreitar as relações com os Emirados. Daremos todas as orientações para que a companhia consiga investir em Mato Grosso”, concluiu.
Também participou da reunião o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura.
A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva. Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres. Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania. A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura. Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento. O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas. Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses. Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.