Um homem de 38 anos foi preso em flagrante pela equipe da Força Tática do 4º Comando Regional, na noite deste domingo (24.03), em Rondonópolis. Com o suspeito, a PM apreendeu uma pistola de calibre .9mm e quatro munições.
Por volta de 18h40, a Força Tática recebeu denúncias via Ciosp sobre um homem que estava armado, no bairro Vila Verde. No local indicado, os policiais viram o suspeito, em visível estado de embriaguez, próximo de um veículo e carregando o objeto semelhante a uma arma.
Os militares se aproximaram para abordagem, momento em que o suspeito fugiu para o fundo de uma residência e jogou a arma no telhado do imóvel. Os policiais deram ordens de parada, que foram desobedecidas pelo homem, sendo necessário ser imobilizado e algemado pelos militares.
A equipe da Força Tática conseguiu recuperar o objeto no telhado e deu voz de prisão ao homem, que foi conduzido para a Delegacia de Rondonópolis para registro da ocorrência.
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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