A exposição MT Solo Cigano, que está em cartaz na Galeria Lava Pés, em Cuiabá, foi prorrogada por mais 50 dias, podendo ser visitada até o dia 12 de dezembro. Contemplada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Viver Cultura – Identidades, da Lei Paulo Gustavo, a mostra apresenta o universo cigano com fotografias, videoartes, poemas, instalações, filmes, radioconto e telas.
“Devido ao sucesso, aceitação e procura de pessoas que não conseguiram visitar a exposição nos seus 30 primeiros dias, definimos junto com a Secel por sua prorrogação. Será mais uma oportunidade para o público conhecer os territórios ciganos em Mato Grosso de forma íntima e bastante poética”, expõe Aluízio de Azevedo, idealizador e curador do trabalho.
Aluízio explica ainda que, no Brasil, os povos ciganos se dividem em três grandes troncos étnicos, sendo: os Calons, os Rom e os Sinti. “Os itens da exposição foram feitos por diversos artistas, em sua maioria de origem cigana”, informa.
Por meio de múltiplos suportes e linguagens, como fotografia, audiovisual, artes plásticas (pintura e instalações) e literatura, MT Solo Cigano é ancorada no movimento ciganofuturista.
“O conceito pensa o futuro dos povos ciganos olhando para os modos como vivemos hoje, no presente, mas, fundamentalmente, valorizando o passado de nossas próprias ancestralidades, raizes e rizomas culturais, para projetar futuros de inclusão social e fim do anticiganismo, isto é, o racismo estrutural contra os povos ciganos”, explica Aluízio.
Inaugurada no dia 26 de setembro, a previsão inicial era que MT Solo Cigano ficaria em cartaz durante 30 dias. Com a prorrogação, o público poderá visitar gratuitamente a exposição até o dia 12 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h.
A Galeria Lava Pés está localizada no mesmo prédio da sede da Secel, que fica na avenida José Monteiro de Figueiredo (Lava Pés), número 510, bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.
A exposição é uma realização Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), e teve como proponente sua Secretária, Irandi Rodrigues Silva. A idealização é dos coordenadores de cultura da instituição, Aluízio de Azevedo e Rodrigo Zaiden, e a produção executiva, de Rosana Cristina Alves de Matos Cruz e Fernanda Caiado.
A Polícia Civil de Mato Grosso esclareceu, nesta quarta-feira (29.4), um homicídio e ocultação de cadáver de David Fernandes de Sousa, de 21 anos, com a identificação e prisão de três envolvidos nos crimes, em Sorriso. A morte da vítima está relacionada à possível rixa entre facções criminosas.
As investigações da Delegacia de Sorriso apontaram que os três criminosos eram amigos da vítima e passaram a desconfiar que o amigo pertencia a uma facção rival, fato que teria motivado o crime. Eles responderão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.
Com o esclarecimento do crime, Sorriso apresenta índice de 100% dos homicídios elucidados, com a identificação e a prisão dos autores no município.
David Fernandes de Sousa era considerado desaparecido desde o dia 5 de abril, quando sua mãe procurou a Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência. Segundo informações, há 15 dias, o jovem estava dividindo aluguel com um amigo e, após esse período, não teve mais notícias.
Com base nas informações repassadas, os policiais da Delegacia de Sorriso iniciaram as investigações e conseguiram identificar um dos suspeitos, de 22 anos, integrante de facção criminosa, com envolvimento no desaparecimento e morte de David.
Em continuidade às diligências, os policiais conseguiram localizar e prender o suspeito, que confessou a participação no homicídio e na ocultação de cadáver do jovem, bem como revelou a localização do corpo e o envolvimento de outros integrantes no grupo.
Com a possível localização do corpo, os policiais foram até o local e, após escavarem, conseguiram encontrar o corpo enterrado em uma cova rasa, em uma região de mata do município.
Os outros dois suspeitos já haviam sido presos na semana passada por envolvimento com tráfico de drogas. Os três suspeitos foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver e organização criminosa e responderão, em inquérito policial, pelo homicídio.
Segundo o delegado Bruno França, responsável pelas investigações, os suspeitos eram amigos da vítima, porém, após desconfiarem que ele integrava uma facção criminosa rival, decidiram executá-lo.
“A vítima foi morta estrangulada com o cadarço do próprio sapato e, posteriormente, teve o corpo ocultado, em uma evidente situação de rixa entre grupos criminosos”, disse o delegado.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no crime.
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