Mato Grosso

Expedição do SER Família Mulher – MT Por Elas é realizada em Nova Mutum

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) inicia nesta terça-feira (25.06) a Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes, no município de Nova Mutum (a 240 km de Cuiabá). A ação, organizada pela Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres, seguirá até quinta-feira (27.06), com o objetivo de fortalecer as políticas públicas e combater a violência contra as mulheres nos municípios do Estado.

Nova Mutum é o segundo município a receber a Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, que passará por outras 13 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP), com um município-sede em cada região.

Ao todo, a Expedição percorrerá 15 regiões, oferecendo capacitações às equipes da rede socioassistencial do município-sede, além da participação das equipes socioassistenciais dos municípios abrangidos pela RISP.

A Expedição conta com o apoio e parcerias das Prefeituras Municipais, Associação Mato-grossense dos Municípios, Polícia Judiciária Civil (PJC), Polícia Militar (PM MT), Corpo de Bombeiros Militar, Tribunal de Justiça de MT (TJMT), Ministério Público de MT (MPMT), Defensoria Pública do Estado, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e outras entidades.

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Sugestão de Pauta:
– Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas
– Data: 25 a 27 de junho
– Horário: 08h às 17h
– Local: Instituto anexo à Igreja Casa da Benção e Secretaria Municipal de Assistência Social, Nova Mutum

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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