Mato Grosso

Escolas e profissionais da educação são homenageados na 1ª Edição do Prêmio Educa Tangará da Serra

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) participou nesta sexta-feira (21.07), em Tangará da Serra, da 1ª Edição do Prêmio Educa Tangará da Serra – Compromisso pela Educação na Idade Certa. Realizado em conjunto entre a Prefeitura de Tangará da Serra através da Secretaria de Educação (SEMEC), com a coordenação Municipal do Programa Alfabetiza Mato Grosso, criado pelo Governo do Estado, a ação é uma forma de reconhecer o esforço dos profissionais responsáveis por apresentar os melhores resultados de alfabetização dos estudantes das escolas mato-grossenses até o 2° ano do Ensino Fundamental.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou a ação como fundamental para estimular os profissionais e poder avançar na alfabetização. “O Alfabetiza MT tem como propósito melhorar os resultados da alfabetização dos estudantes das escolas públicas do Estado. E isso só é possível por meio de Regime de Colaboração com os municípios e pelos investimentos realizados pelo governo de Mato Grosso, através do governador Mauro Mendes, que acredita e incentiva os nossos estudantes e profissionais”, falou.

O prefeito de Tangará da Serra, Vander Alberto Masson, reafirmou o compromisso na colaboração, que tem rendido bons frutos à comunidade escolar de Tangará da Serra. “A equipe de desenvolvimento da secretaria, bem como o apoio do governador Mauro Mendes têm sido fundamentais nessa jornada. Acreditar na educação é acreditar na vida de cada um desses estudantes que estão na sala de aula, é pensar no futuro de Mato Grosso como um todo”, disse.

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Jocêuda Ferreira, coordenadora municipal do Programa Alfabetiza MT, disse que a premiação consolida as ações de fomento educacional, corroborando a eficácia do programa na cidade. Falar do Alfabetiza MT aqui na região é falar de um programa muito completo que através do apoio do Estado e das ações que nós já desempenhamos no município, conseguimos atuar de uma maneira eficaz com o programa dentro da sala de aula. É importante ressaltar que após a realização da segunda edição do Prêmio Educa MT, em junho deste ano, nós vimos a importância de reconhecer os profissionais que se esforçam tanto na nossa região para contribuir nesse processo”, explicou.

A educadora mais bem colocada nos índices de alfabetização em Tangará, Mônica Geralda da Silva Xavier, do Centro Municipal de Ensino Professor José Nodari, disse reconhecer os desafios propostos durante o processo de ensino dos jovens, mas que o sentimento ao ver os estudantes desenvolvendo o que lhes foi aplicado é de gratidão. “Além do sentimento genuíno de ver os estudantes aprendendo, posso mencionar também a cooperação dos profissionais envolvidos, pois somente assim nós seguiremos conseguindo bons resultados na educação”, reiterou.

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Outra educadora premiada durante o evento, Holiana Maria Ferreira Leite, do Centro Municipal de Ensino Silvio Paterne, expôs sua felicidade em participar do programa. Ser professora é doação, é compartilhar informações, instruir, apresentar caminhos e possibilidades para os estudantes. Esse reconhecimento, feito através da premiação e do programa é algo maravilhoso, nos remete a sensação de dever cumprido”, contou.

Já para Nara Rosane Nunes, educadora do Centro Municipal de Ensino Joana D’Arc, além da premiação, o importante de fato, é ser reconhecida como transmissor de conhecimento. “A gente entende que é um trabalho árduo ensinar, e que devemos trabalhar todas as especificidades do ensino em sala de aula. O programa Alfabetiza MT é uma ferramenta que possibilita o avanço da aprendizagem por meio do reconhecimento do nosso trabalho, e isso é recompensador”, finalizou.

Alfabetiza MT
O Programa Alfabetiza MT visa o fortalecimento do Regime de Colaboração entre o Estado e os municípios, com ênfase na alfabetização das crianças até o 2° ano do Ensino Fundamental. Estruturado em 8 componentes e 26 macro ações, o programa tem por objetivo a transformação do contexto do Estado, sobretudo na fase da alfabetização, fortalecendo a gestão escolar, capacitando os docentes, avaliando o desempenho dos estudantes e gerando incentivos às escolas.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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