Mato Grosso

Em ação conjunta, policiais localizam corpo de vítima sequestrada e morta nesta semana em Sorriso

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A equipe de investigação de homicídios da Delegacia de Sorriso, com apoio de policiais militares do município, localizou, no fim da manhã deste domingo (23.06), o corpo do jovem Anderson Adriano Filippi, sequestrado e morto na última terça-feira (18) por integrantes de uma facção criminosa.

O corpo da vítima foi localizado em uma área de mata perto da divisa de Sorriso com o município de Lucas do Rio Verde.

Um dos envolvidos no crime, preso na tarde de sábado (22) com apoio da Polícia Militar quando fugia para Tabaporã, indicou o ponto onde a vítima foi morta.

Outras prisões

Na terça-feira (18), a equipe de investigação chegou a quatro adolescentes, com idades entre 13 e 16 anos, apreendidos por envolvimento no sequestro de Anderson Adriano Filippi, de 20 anos. Os menores foram flagrados com entorpecentes, arma de fogo e máscaras balaclava, usadas no sequestro da vítima.

Na quinta-feira (20) a Polícia Civil prendeu uma mulher, identificada como tesoureira de uma facção criminosa e responsável pelo pagamento das máscaras usadas para sequestrar a vítima, que foram apreendidas com os adolescentes.

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Na sequência das diligências, a equipe da Delegacia de Sorriso prendeu outros três envolvidos no sequestro e homicídio de Anderson Filippi. Outro quinto envolvido no crime foi preso em diligências da Polícia Militar.

Outros dois envolvidos no sequestro de Anderson já tinham sido presos, no início da semana, por outro homicídio, o da adolescente Maria Shamilly Carvalho Silva. Após essas prisões, eles foram identificados por uma testemunha como participantes no sequestro de Anderson.

O delegado Bruno França explicou que, na terça-feira, a equipe policial cumpriu quatro mandados de prisão contra os investigados pela morte da adolescente, ocorrida no início deste mês.

“Durante as prisões em relação ao homicídio da Maria Shamilly, um dos investigados foi reconhecido como participante do sequestro ocorrido na última terça-feira. A partir daí, chegamos aos demais integrantes do grupo que sequestraram o Anderson, totalizando já 11 envolvidos presos e apreendidos, até este momento. E neste domingo conseguimos encontrar o corpo da vítima, após a prisão de mais um envolvido no crime,”, apontou o delegado.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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