Dois jovens de 21 anos foram presos de forma preventiva, nesta terça-feira (20.08), em Nova Mutum, investigados pela participação no homicídio de Júlio Tomaz Araújo Gomes, de 18 anos, em março deste ano. Uma equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município cumpriu as ordens judiciais.
A investigação apontou que Júlio foi morto por um vizinho. O corpo do jovem foi encontrado, no dia 09 de março, em uma estrada vicinal de Nova Mutum.
Durante as diligências para esclarecer o homicídio, a equipe da Derf ouviu pessoas próximas à vítima. Chamou a atenção dos policiais uma pessoa que dividia a residência com a vítima. Por diversas vezes, a suposta testemunha tentou se esquivar de ser ouvido na delegacia.
Após ser intimado, ele compareceu na Derf, mas apresentou explicações contraditórias e escondeu informações, como um desentendimento que teve com a vítima e seu verdadeiro endereço residencial.
A equipe de investigação continuou com as diligências e apurou que a testemunha ouvida na realidade morava com mais outra pessoa.
No dia 25 de março, o investigado, que até então estava como testemunha da investigação, foi detido em flagrante por posse de arma de fogo de uso restrito junto com um comparsa. Com a dupla, foi apreendido um revólver, munições e entorpecentes, em uma residência no bairro Colina 2.
A prisão ocorreu depois da testemunha afirmar, em depoimento na delegacia, que não tinha aparelho celular. Contudo, após sair da delegacia, ele foi abordado em uma via pública da cidade após ser visto pegando um aparelho telefônico que escondeu em um canteiro perto de um restaurante.
Novamente interrogado, o rapaz de 21 anos informou que morava com outro rapaz, de mesma idade. Ele também possuía uma arma de fogo.
Na residência, foram apreendidos o revólver de calibre 38, 12 munições do mesmo calibre e outras 31 de calibre 40. O revólver estava com a numeração raspada e os dois suspeitos foram conduzidos em flagrante.
A arma apreendida passou por perícia da Politec e constatada que foi a mesma utilizada no homicídio de Júlio Tomaz.
As evidências reunidas na investigação apontaram que os dois suspeitos estavam envolvidos no homicídio que ocorreu porque a vítima teria contrariado interesses de uma facção criminosa.
O delegado Guilherme Pompeo representou ao Poder Judiciário pelas prisões preventivas da dupla, que foram cumpridas nesta terça-feira. Ambos serão encaminhados à unidade prisional de Nova Mutum.
O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.
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