Mato Grosso

Diretor-presidente da Nova Rota do Oeste destaca início imediato das obras de manutenção na BR-163

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O diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, destacou durante participação no podcast MT Conectado, do Governo de Mato Grosso, que as obras de manutenção na BR-163 tiveram início imediato com equipes nas pistas para recuperação do asfalto e outros serviços que trarão melhorias para o usuário e municípios cortados pela via.

O trecho entre Jaciara e Rondonópolis da BR-163 está recebendo recuperação do asfalto e revitalização da sinalização horizontal. O diretor-presidente ressaltou que, ainda no período seco de 2023, o Governo de Mato Grosso fará mais investimentos neste trecho da rodovia para que motoristas viagem com tranquilidade no período de chuvas.

Conforme Luciano Uchoa, dentro do contrato de concessão esse trecho foi duplicado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e depois de finalizado deveria ter sido entregue à concessionária. Agora, com a troca de controle da concessão, a entrega aconteceu. “Para as obras nesse trecho tem que ser feito um projeto chamado de adequação de parâmetros para apresentar à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que aprovará a realização dos investimentos necessários”, destacou.

O diretor-presidente Uchoa ainda frisou que todos os 440 quilômetros da BR-163 entre Cuiabá e Sinop terão o pavimento recuperado até o fim deste ano. Com investimentos do Governo de Mato Grosso de R$ 200 milhões para a recuperação da pista simples, a Nova Rota do Oeste está com cinco frentes de trabalho na rodovia: uma na Rodovia dos Imigrantes, duas no trecho do Trevo do Lagarto até Rosário Oeste, e duas no trecho Norte.

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“As frentes mobilizadas vão trabalhar durante todo o período seco. Nós iremos recuperar as pistas simples de Cuiabá até Sinop. Neste momento pedimos ao usuário da rodovia que tenha um pouco de paciência e cautela, há muito tempo não havia esse tipo de investimento e essas obras trarão muitos benefícios”, destacou Uchoa.

Em uma iniciativa inédita no Brasil, o Governo de Mato Grosso assumiu a administração da BR-163 no início deste mês. Uchoa explicou que a concessão continua federal, e a empresa continua a mesma – Rota do Oeste, agora Nova Rota do Oeste –, assim como toda a equipe. O que mudou foi o acionista controlador da empresa, que passa a ser o Governo de MT. A solução inédita foi pensada pelo Estado para retomar os investimentos na rodovia, uma vez que o acionista anterior não tinha mais condições para manter os projetos de melhoria assumidos no contrato.

“A diferença agora é que temos recursos para poder recuperar as obras de duplicação da rodovia. Acho que é o grande anseio da população, tanto do usuário da rodovia quanto das cidades que são cortadas pela rodovia, para que a gente tenha uma condição melhor de escoamento da produção agrícola que é tão importante dentro de Mato Grosso e do Brasil”, frisou o diretor-presidente.

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Uchoa ainda ressaltou que as primeiras obras realizadas pelo Governo de Mato Grosso para a duplicação da BR-163 serão no trecho entre o Posto Gil e Nova Mutum e a previsão é que já comecem no primeiro semestre de 2023. “A licitação para a primeira etapa de duplicação está em andamento e esperamos, até o fim deste mês, ter uma posição já sobre ela. Começaremos as obras por este trecho porque é o mais crítico. É onde temos um degrau elevado”, destacou.

No podcast, o diretor-presidente da Nova Rota do Oeste comentou ainda sobre as obras de duplicação da Rodovia dos Imigrantes, cujo projeto está em fase de revisão para aprovação da ANTT, e ações de comunicação que serão realizadas.

Confira todo o episódio sobre as ações do Governo na BR -163 no site da Secretaria de Governo de Mato Grosso (Secom-MT), no YouTube ou no Spotify.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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