O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) promoveu, entre os dias 11 e 15 de agosto, o Encontro Anual de Ciretrans, Postos e Núcleos de Atendimento da autarquia. O evento, realizado no auditório do Detran em Cuiabá, foi organizado pela Diretoria de Suporte às Regionalizadas e Desconcentradas, com apoio da Escola Pública de Trânsito.
O diretor de Habilitação e Veículos do Detran-MT, Alessandro de Andrade, destacou a importância da reunião, que contou com a presença de todas as unidades descentralizadas.
“O Detran vem dedicando esforços contínuos à integração e ao alinhamento de procedimentos com as Ciretrans, credenciados e agências municipais. Essas iniciativas têm como objetivo promover um entendimento único e uniforme entre todos os envolvidos, fortalecendo a cooperação e a eficiência das ações. Por meio dessas atividades, reafirmamos nosso compromisso com a padronização, a transparência e a construção de parcerias sólidas, assegurando que todos atuem de forma coordenada em prol de resultados consistentes e de qualidade”, afirmou.
O diretor de Suporte às Regionalizadas e Desconcentradas, Loester Siqueira, explicou que o encontro, promovido anualmente, aproxima os servidores do interior aos da sede, buscando a uniformização no atendimento em todo o estado. “Conciliamos isso com o fornecimento de conhecimento técnico e com a oportunidade de interação, troca de ideias e experiências. Nos últimos dois anos, o evento sempre foi um sucesso, com resultados positivos”, disse.
Para a coordenadora da Escola Pública de Trânsito, Renata Freitas, a iniciativa é uma oportunidade para socializar conhecimentos, promover o intercâmbio de experiências e padronizar procedimentos, visando melhorar a qualidade dos serviços prestados à população e a segurança viária.
O chefe da 2ª Ciretran de Rondonópolis, Carlos Nazário, elogiou a organização. “Foram abordadas várias situações que enriquecem e facilitam nosso trabalho. Sanamos dúvidas para melhor atender à sociedade. Rondonópolis tem hoje uma frota superior a 226 mil veículos, e o evento trouxe informações importantes para facilitar o atendimento aos cidadãos do município e das cidades vizinhas sob nossa jurisdição”, destacou.
Juarez Laurentino da Silva, chefe da 22ª Ciretran de Tangará da Serra, avaliou positivamente o encontro. “Foi importante para interagir, tirar dúvidas e orientar os servidores. Cada chefe de Ciretran pôde vir acompanhado de até dois servidores, o que permite que o conhecimento seja disseminado por todo o interior”, afirmou.
O presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, ressaltou que o evento serve para apresentar projetos em andamento, inovações e fortalecer a unificação das ações entre as Ciretrans.
“Temos 62 Ciretrans espalhadas pelo estado, mais as unidades de atendimento ligadas a elas, totalizando mais de 80 pontos de atendimento. Somando com as agências municipais, são mais de 140 postos para atender o cidadão mato-grossense. Por isso, esse encontro é tão importante para o alinhamento das informações e para sanar dúvidas dos servidores dessas unidades”, frisou.
Um projeto de extensão do campus de Tangará da Serra da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) tem incentivado produtores rurais a produzir e comercializar flores tropicais como alternativa de renda.
No programa, estudantes, produtores rurais e profissionais da área desenvolvem atividades práticas, como o cultivo das espécies bastão-do-imperador, alpínia e helicônia, que servem de base para o ensino das técnicas de preparo do solo, produção de mudas, manejo e a colheita das flores.
O projeto Unidades Demonstrativas de Flores Tropicais: Canal de Transferência de Tecnologias e Fortalecimento da Agricultura Familiar no Estado de Mato Grosso é desenvolvido pela professora Celice Alexandre Silva, doutora em Botânica, e tem parceria da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
“É gratificante pra mim toda quarta-feira ir até o campo das flores e coletar algumas helicônias, alpínias e outros exemplares. Nessas idas ao campo que pude observar também alguns insetos, principalmente os polinizadores. Acredito que ter conhecimento sobre isso vai me ajudar muito na minha profissão”, destaca Yasmim Coelho, acadêmica do 2º semestre do curso de Agronomia e participante do projeto.
A estudante de Agronomia Geisiane Nogueira, do 4º semestre, participa das atividades práticas do projeto no dia a dia e relata que o conhecimento que está adquirindo vai contribuir muito para a formação profissional.
“Já participei de coleta, fiz limpeza nas áreas das flores, adubação, transplante e também a multiplicação de mudas, passando para outros vasos. As atividades estão agregando bastante nessa questão do conhecimento, principalmente na parte de botânica, que eu não conhecia tanto, e também ajuda a colocar na prática o que a gente aprende e quebra um pouco da rotina da faculdade”, afirma.
A professora Celice destaca que a iniciativa tem como foco principal o fortalecimento da agricultura familiar. Os participantes também vão em propriedades rurais para identificar produtores que tenham potencial para trabalhar com a floricultura.
“O intuito do projeto é gerar uma alternativa de renda para o produtor de pequena escala. A gente oferece todo tipo de informação, de pesquisa, tratos culturais, colheita e pós-colheita, desde o plantio até a hora que ele comercializa, para ajudar esse produtor, que consegue ver como a planta cresce, como se desenvolve e o que pode esperar da produção. Por isso a unidade permite que ele acompanhe de perto cada etapa, o que faz diferença, porque quando ele vê acontecendo entende melhor e se sente mais seguro para investir”, explica.
“A floricultura não exige uma grande área para cultivos, não precisa de mão de obra mecanizada, é fácil de cultivar, é uma cultura bastante diversificada, existem espécies de helicônias e alpínias que podem ser usadas no paisagismo”, acrescenta Yasmin.
Eder Richardson, engenheiro agrônomo da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Tangará da Serra, falou sobre a importância da parceria que tem com a Unemat para o desenvolvimento das ações do projeto. “Essa colaboração ajuda na qualidade das pesquisas e na produção de mudas, gerando informações técnicas que são publicadas no Portal MT Horticultura e repassadas aos produtores”.
Capacitação e conteúdos
Com 14 anos de atividade, o projeto atualmente conta com a participação de cinco alunos de graduação, um estudante de mestrado, um de doutorado e um bolsista de apoio técnico, além de professores, técnicos e produtores rurais, envolvendo os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Agronomia, Administração, Jornalismo e Biologia.
Durante as atividades são distribuídos materiais informativos, como cartilhas, que ajudam os produtores a aplicar o conhecimento no dia a dia. As cartilhas estão disponíveis no site MT Horticultura e podem ser acessadas clicando aqui.
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